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30 de dezembro de 2013

Tag: Sua vida em Livros




  Olá, galera! Vi essa tag no blog Resenhas e Algo mais, e achei muita divertida. Como a Thaís disse, a tag foi criada no canal Dani on Books e traduzida no blog Tiny Little Things, pela Tati.
Mesmo não tendo sido indicada, achei legal fazê-la rsrs. Pelo que entendi, eu não preciso ter lido o livro para usá-lo como resposta. Então vamos lá:

1- Escolha um livro para cada uma de suas iniciais.
Meise: "Manhã, tarde e noite", do Sidney Sheldon; Renata: "Reencontro Mortal", da Nora Roberts (é o 14º livro da Série Mortal e eu ainda não tenho, mas terei rsrs); Leite: "A Linguagem das flores", da Vanessa Diffenbaugh (não começa com L, mas eu gosto tanto desse livro c.c)

2- Conte sua idade pelos livros de sua estante: qual é o livro?
Desaparecido para sempre, do Harlan Coben. Ainda não li o livro, mas li ótimas resenhas sobre ele.

3- Encontre um livro ambientado em sua cidade, estado ou país.
"A última Nota", da Lu Piras e do Felipe Colbert, conta uma história que se passa no Rio de Janeiro.

4- Escolha um livro que se passe em um lugar que gostaria de conhecer.
"Jardim de Inverno", da Kristin Hannah se passa em muitas cidades, mas tem uma parte que conta sobre Leningrado, que hoje é a cidade de São Petersburgo, onde teve o Período Soviético, aí tem Stalin e toda aquela história... É uma cidade histórica, sempre quis conhecer cidades assim (quero muito ir para Amsterdã também e Polônia, no campo de concentração em Auschwitz...) tem tantos lugares gente *--*

5- Escolha uma capa de livro com sua cor preferida.
Tenho obsessão pela cor azul, e tenho muitos livros dessa cor, mas vamos lá. "A vida em tons de cinza", da Ruta Sepetys. Quero lê-lo logo porque conta sobre Stalin também, e a guerra... 

6- Que livro te traz boas lembranças?
"Poderosa 4",  do Sérgio Klein. Foi o primeiro livro que eu pedi e ganhei dos meus pais, eu era viciada nessa "série" e tinha lido os anteriores na biblioteca da escola. Apesar de ter gostado da história, não é um dos livros que eu tenho vontade de reler, mas ele me traz boas lembranças porque lembro da emoção quando abri a caixa e o vi lá dentro haha :D

7- Qual livro você teve mais dificuldade em terminar?
"Fique Comigo", do Harlan Coben. Acredito que foi porque eu estava num período escolar um pouco estressante, e também porque o livro não despertou tanto interesse em mim. Apesar de tudo, é um livro bom.

8- Que livro ainda não lido lhe trará a maior sensação de missão cumprida?
"A casa da Orquídeas", da Lucinda Riley. É um livro que eu estou louca para ler desde o começo do ano, porém o tempo não me ajudava muito. Por ser meio comprido, queria estar realmente focada nele, porque a história parece ser linda e as resenhas que eu li foram muito positivas.

   E aí, gostaram das minhas escolhas? Se você quiser fazer a tag no seu blog fique à vontade! 



28 de dezembro de 2013

10 livros marcantes de 2013

  Olá, pessoal! Percebi que muitos blogs estão fazendo Tags ou simplesmente postando os 10 ou 5 livros que leram e mais gostaram em 2013, por isso resolvi fazer também.
   Não li muitos livros neste ano, todavia os que li adorei. Entretanto, tiveram 10 que me marcaram muito! Vamos conhecê-los?


1. Jardim de Inverno: foi um dos livros mais tocantes que li esse ano. Nesse livro conhecemos a surpreendente história de Anya, uma mulher que já sofreu muito na vida e tornou-se uma pessoa fria. O que não sabemos são os motivos que a levaram a ser dessa maneira: Uma guerra. Stalin. Leningrado. Um amor.
É um livro diferente e extremamente emocionante. Você pode ler a resenha que fiz aqui.

2. O diário de Suzana para Nicolas: Confesso que chorei horrores com esse livro, justamente por ser um diário de uma mãe para um filho. A história parece ser um tanto quanto clichê, porém nada é o que parece: você vai se surpreender e perceber o quanto estava enganada em relação aos fatos que iriam acontecer. É um livro lindo e emocionante, e você pode ler a resenha dele aqui.

3. A última Nota: resolvi dar uma chance aos livros nacionais esse ano, e confesso que me surpreendi. "A última nota" conta a história de Alícia, uma violinista de origem grega que vive no Brasil e era extremamente apegada ao avô, também violinista. A narrativa é envolvente porque não estamos esperando que as coisas aconteçam da maneira como Lu Piras e Felipe Colbert escreveram. Ela surpreende. Tudo começa a mudar na vida de Alícia quando ela toca uma partitura de uma música que seu avô compôs, Gratia; ao errar a última nota a garota não sabe o que acabara de provocar. Continue lendo a resenha aqui.

4. Confie em mim: foi o primeiro livro do Harlan que eu li e adorei. A narrativa dele é diferente: cada capítulo do livro conta a história de uma ou várias pessoas, e as histórias se cruzam durante o livro, até que você percebe que elas se encaixam. A Ana fez resenha dele aqui no blog, confiram aqui.

5. Deus está no controle: foi o livro que eu ganhei num sorteio de um blog (que, aliás, seus donos sumiram do mapa, infelizmente :( ). O livro é um compilado de citações e reflexões que Max Lucado escreveu nos vários livros que publicou; ou seja, esse livro tem um pedacinho de cada livro que ele escreveu. São histórias para refletir, pensar, descobrir. É sempre bom ter um livro que você pode ler qualquer hora e refletir sobre Deus e sobre a vida. Você pode ler a resenha dele aqui.

6. Perdida: é o melhor livro da Carina (na minha opinião), porque é diferente e ousado. Narra a história de Sofia, uma mulher de 24 anos, extremamente cética e que não acreditava no amor. Tudo na sua vida muda no momento em que compra um celular novo porque deixou o outro cair - acidentalmente - no vaso sanitário. Sofia vai parar no século XXI, onde tudo - inclusive as pessoas - são diferentes. Descubra o que (ou quem) Sofia encontrará nesse lugar lendo a resenha aqui.

7. Procura-se um marido: é um chick-lit nacional, também da Carina Rissi. Conta a história de Alicia, uma mulher que sempre morou com seu avô (que é também sua única família) e que se vê maluca quando ele morre e deixa toda a herança para ela, porém ela só poderá ter acesso à ela se estiver casada. É aí que entra Maximus na história, o homem que tenta ajudá-la. É um livro envolvente e você o devora rapidinho. Leia mais da resenha aqui

8. Nudez Mortal: é o primeiro livro da série Mortal, escrito por Nora Roberts como J.D Robb. O livro conta a história de Eve Dallas, uma policial que resolve crimes. Eve precisa solucionar um caso: o assassinato de uma prostituta. Na realidade, o que Eve não imagina é o que está por vir: o caso não seria o único, teriam mais vítimas mortas da mesma maneira. Continue lendo a resenha aqui.
   Sou suspeita para falar da Nora porque a adoro. O livro é interessante e tem uma trama diferente, perfeito para quem gosta de mistério e romance ( <Eve-Roarke>3 - não quis insinuar nada hein! haha)

9. Glória Mortal: é o segundo livro da série Mortal, da Nora. Não cheguei a fazer resenha por falta de tempo, mas o livro segue a mesma linha do primeiro - porém Eve precisa solucionar outro caso. Dois crimes com uma ligação: ambas as vítimas eram famosas, invejadas em suas carreiras e tiveram a garganta cortada em locais diferentes da cidade.
   Confesso que gostei mais do primeiro livro, porque a trama fluiu mais rapidamente. O romance de Eve e Roarke começa a ficar conturbado e a autora consegue dar mais espaço para eles do que no primeiro livro - mas o foco central continua sendo o mistério que envolve os crimes.

10. O silêncio das Montanhas: ainda não fiz a resenha desse livro porque não tive tempo, mas foi o livro que ganhei no Amigo Secreto Literário promovido pelo blog mesmo.
   "O silêncio das Montanhas" conta a história de dois irmãos, Abdullah e Pari, que foram separados quando ainda eram crianças. O livro gira em torno, praticamente totalmente da vida de Pari e cada capítulo (são 9 no total) conta a história de algum personagem do livro que tem e/ou teve relação com Pari ou com Abdullah. É um livro lindo porque Khaled consegue nos emocionar novamente, falando sobre temas que normalmente não pensamos no nosso cotidiano: família, amor, dinheiro, guerra, pobreza, riqueza, filhos. Confesso que é preciso ter muita atenção em cada capítulo, porque é fácil se perder durante a leitura, visto que o autor conta nos mínimos detalhes cada parte da vida de cada personagem no seu devido capítulo.
   É um livro lindo, porém o meu favorito do Khaled continua sendo "A Cidade do Sol".


   E aí, gostaram da minha listinha? Quais vocês incluiriam? E quais tirariam? Comentem!


22 de dezembro de 2013

Resenha: À primeira Vista - Nicholas Sparks


Título do livro: À primeira vista
Autor: Nicholas Sparks
Ano: 2012
Páginas: 256


“Tudo o que ele sabia era que os dois se encaixavam com perfeição e que ele sentia como se tivesse passado a vida inteira percorrendo um caminho que o levaria, inexoravelmente, até ela.”


   “À Primeira Vista” é a continuação do livro “O Milagre”, de Nicholas Sparks. Já fiz resenha sobre o livro “O Milagre” e vocês podem lê-la aqui.
   Sem dúvida os dois livros podem muito bem serem lidos separadamente, visto que Nicholas retoma fatos importantes relatados no primeiro livro. Jeremy Marsh é um cara de 37 anos que está prestes a se casar com Lexie, uma bibliotecária que mora numa cidadezinha pequena, Boone Creek. Ela está grávida e Jeremy vai deixar sua vida em Nova York para viver com Lexie.
   Poderia continuar a resenha da forma típica, mas prefiro alterná-la com comentários a respeito do enredo do livro. Pois bem, o começo é um tanto cansativo – digo que o livro é chato até a metade, para ser exata. Por que? Porque ocorrem fatos que não despertam curiosidade alguma no leitor e são bem óbvios.
   Jeremy se vê perdido na nova cidade, visto que é pequena e não tem o mesmo ritmo acelerado de Nova York, e por isso sua carreira como escritor está em risco devido aos bloqueios de criatividade que tem regularmente.
   Quando lemos a sinopse do livro temos convicção de que os temas principais são as incertezas que rondam Jeremy após o mesmo receber uma série de e-mails provocantes sobre seu relacionamento com Lexie. No começo até é isso mesmo, mas depois o foco muda completamente, fazendo com que o livro passe de chato para um pouco menos chato.
   Jeremy é extremamente irritante, imaturo, chato, teimoso, desequilibrado... chega a ser irritante ter que ler os primeiros capítulos, porque eles alternam-se entre os devaneios de Jeremy e a imaturidade do mesmo quando fala com Lexie.
   Confesso que estava ficando irritada com o livro, mas lembrei da fama de Nicholas e tentei relevar um pouquinho. Lá pela metade do livro, ele começa a ficar interessante, porque Nicholas cria toda uma história em cima da gravidez de Lexie,  fazendo os personagens sofrerem um pouco, e nós leitores, também. É interessante a quantidade de detalhes que Nicholas consegue trazer à cena que cria. Dessa parte em diante o livro é bom, porque é algo novo, há um novo Jeremy (menos chato, irritante e imaturo), e as coisas fluem mais rapidamente.  
   Porém o desfecho do livro é chocante e inacreditável. Depois que você passa a ter certeza que o livro está ficando legal e que é um tanto quanto interessante – se você quiser ler algo mais relaxante e clichê -, torna-se perceptível a forma como Nicholas consegue nos enganar.
   É um livro regular, confesso que não esperava constatar o que constatei quando terminei de lê-lo – porque, apesar de todas as críticas que esbanjei nessa resenha, o livro conseguiu com que eu refletisse sobre coisas da nossa vida. Acredito que Nicholas talvez queria isso mesmo: fazer com que seus leitores pensassem sobre suas vidas, seus amores, seus medos, suas angústias... Aliás, ele sempre consegue fazer isso nos livros dele.
   Se você gosta do Nicholas, vai gostar do livro. Mas se você não curte muito ou não gosta mesmo dele, vai achar meio chato e dramático. Dei 4 estrelas para ele, apesar de tudo. E fiquei com raiva do Nicholas no final, porque sim hahaha.


19 de dezembro de 2013

O Perdão

Foto por: tumblr.

Perdoar talvez seja o ato mais corajoso do ser humano. A coisa mais pura e valente que alguém pode fazer pelo outro. Tanta gente acha que perdoar é ser fraco, mas é justamente o contrário. Quando alguém perdoa significa que ela é boa de coração. Que ela pode ser feliz sem depender de quem já te fez mal. Nós achamos que nunca precisaremos do perdão. Achamos que nunca vamos ter que tomar uma decisão difícil, entre: relevar o que nos faz mal, ou viver com aquilo para sempre.  Mas erramos sempre, e constante. Saiba dar o perdão que você possa vir a precisar! Perdoar não quer dizer que você esquece o que te fizeram. Mas que você vive melhor consigo mesmo. 


Você deve olhar para a sua vida e perceber se está fazendo o bem para si. E a felicidade só depende de você. 
E mesmo que dar o perdão á alguém possa ser a coisa mais difícil, viver com a mágoa é ainda mais. Nós não podemos cobrar nada de ninguém. Principalmente sentimentos e verdades. Não podemos cobrar sinceridade, nem amor, nem carinho. Por que isso não se pede. Temos que estar preparados para receber. Receber sempre. E eu acredito que do mesmo modo que estamos preparados para receber o amor, o carinho, os sentimentos dos outros, devemos dar também.

 Lembre-se que: quando fazemos isso por alguém, estamos fazendo isso por nós mesmos! 

Nós passamos por muitas fases em nossa vida, e cada uma delas aprendemos e há algo que marca. Viver realmente é isso. E não importa em que você acredita, o que importa é as coisas boas que você pode fazer por você mesmo, e pelos os outros.
Você sabe que terá que fazer escolhas. Aquelas que você leva pro resto da tua vida. Aquelas em que pode te fazer se arrepender, mas também te faz crescer.  Você vai aprender que não importa o que você faça, faça bem. E ‘’seja o tipo de pessoa que você gostaria de conhecer’’.


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 Olá, esse é o meu primeiro post aqui no Viciadas e eu to muito feliz por poder escrever pra vocês. Meu nome é Isabelle, mas podem me chamar de Isa rs. Espero que gostem dos meus textos e fiquem a vontade para dar suas opiniões. Um grande beijo :*

                                                                                                                          Isabelle Reske.


13 de dezembro de 2013

Resenha: O Lado Bom da Vida

Título: O Lado Bom da Vida
Autor: Matthew Quick
Ano de lançamento: 2013
Número de páginas: 256

Editora: Intrínseca

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.

Minha opinião: Graças à vocês e outros blogs por aí eu estava extremamente louca para ler O lado bom da vida — eu queria fazer um trocadilho com isso mas nada saiu, haha — então pedi o livro de presente no Amigo Secreto da minha sala! Depois de várias brigas com minha mãe (já que ela terminou primeiro e ficava pegando o livro, passando na minha frente e morrendo enquanto não me contava algo sobre ele) fiquei curiosa para ler e, quando finalmente tive essa oportunidade, não me arrependi: tudo é perfeito (principalmente o final!).

Um romance narrado por um homem, tá aí uma coisa difícil de se encontrar. Quando um homem começa a narrar um livro imagino algo mais bruto, mais direto, sem blá blá blá como as mulheres (admitam). Mas neste livro encontramos não um homem qualquer, e sim um que quer mudar para reconquistar a mulher com quem foi casado antes de ir para o lugar "ruim". Como ele diz, está "tentando ser gentil ao invés de ter razão".

A escrita do autor e o transcrever da história realmente me agradaram, e muito. Me senti dentro do livro, como uma espectadora assistindo a tudo. Foi uma leitura leve, daquelas que te deixam em um outro planeta. Quando terminei a última página e fechei o livro entrei na maravilhosa depressão literária — se ela for realmente uma depressão, porque eu vejo mais pontos positivos do que negativos.

Sobre os aspectos gráficos: as páginas são amareladas, e a capa de uma ótima qualidade. Os capítulos são curtos e com nomes bem peculiares. Encontrei 3 erros de digitação/gramática no livro, o que me deixou preocupada com a qualidade da editora no momento. Mentalmente carrego comigo uma lista de livros obrigatórios que darei aos meus filhos ou indicarei a qualquer pessoa que me pedir uma indicação, e com absoluta certeza "O lado bom da vida" entrou para esta lista.

Também queria deixar claro aqui que o filme tecnicamente não tem nada a ver com o livro. Peço imensamente que assistam o filme depois que vocês lerem o livro. A diferença é realmente absurda e
os detalhes que dão toda a magia ao livro foram totalmente ignorados.

Então é isso! Espero que tenham gostado. Beijos e até o próximo post!

12 de dezembro de 2013

Culinária: Receita de Cookies

Eu tenho uma história muito engraçada envolvendo cookies! Há mais ou menos dois anos, uma amiga minha foi ao meu baile de formatura, e depois, ela dormiu aqui em casa. No dia seguinte, entediadas e sem absolutamente nada para fazer, resolvemos cozinhar! Mas cozinhar o que?!
Depois de algumas pesquisas, resolvemos que queríamos cookies como os da Mr. Cheney, já experimentaram? São deliciosos! Enfim, encontramos uma receita no site do Mais Você, e não pensamos duas vezes para fazer uma listinha com os ingredientes e correr para o supermercado! 
Já com os ingredientes em mãos, começamos a fazer.. Mas depois que a massa já estava quase pronta, reparamos que havia MUITA massa, mas como éramos - e ainda somos, inexperientes no quesito culinária, antes nem mesmo desconfiamos de que poderíamos ter esquecido de um pequeno detalhe: o quanto rendia! Sem informações sobre isto no site, recorremos ao último recurso: um vídeo sobre a receita.
E adivinhem só?! A RECEITA É INDUSTRIAL! No fim, acabamos com 300 deliciosos cookies, congelamos e comemos até enjoar!
Nunca mais fiz a receita, mas depois que minha dieta acabar, com toda a certeza farei!

P.S: Agora o site possui indicação de quantas porções rende - segundo ele, 11 porções, porém, como faz muito tempo que eu fiz a receita, não me recordo da quantidade dos ingredientes, para dizer se foi alterada ou não. Quem sabe cozinhar ou tem pais que têm experiência no assunto pode ter um pouquinho mais de noção, mas eu ainda recomendo perguntar para a avó se a quantidade dos ingredientes é exagerada ou não, hahahaha!



Aqui vai ela, para quem quiser se deliciar com essas delícias:

Ingredientes

  • 2 xícaras (chá) de manteiga
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 2 xícaras (chá) de açúcar mascavo
  • 4 ovos
  • 2 colheres (sopa) de baunilha
  • 4 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 5 xícaras (chá) de aveia liquidificada (meça a aveia e depois liquidifique até convertê-la em pó)
  • 1 colher (café) de sal
  • 2 colheres (sopa) de fermento em pó
  • 2 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio
  • 3 xícaras (chá) de nozes picadas
  • 1 kg de chocolate meio amargo em cubos pequenos
Modo de preparo
1- Numa batedeira coloque 2 xícaras (chá) de manteiga, 2 xícaras (chá) de açúcar, 2 xícaras (chá) de açúcar mascavo e bata até formar um creme. Adicione 4 ovos, 2 colheres (sopa) de baunilha e bata bem. Desligue a batedeira e transfira a mistura para uma tigela grande.
3 - Junte 4 xícaras (chá) de farinha de trigo e misture bem com o auxílio de um batedor de arame. Acrescente 5 xícaras (chá) de aveia liquidificada (meça a aveia e depois liquidifique até convertê-la em pó), 1 colher (café) de sal, 2 colheres (sopa) de fermento em pó, 2 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio e misture bem. Agregue 3 xícaras (chá) de nozes picadas e 1 kg de chocolate meio amargo em cubos pequenos até formar uma massa.
2- Com as mãos faça pequenas bolinhas do tamanho de 1 colher de sopa (com +/- 32 g) e vá arrumando as bolinhas numa forma distante 5 cm umas das outras. Leve ao forno pré-aquecido a 200 graus por 10 minutos. (elas vão se expandir no forno e ficar com formato de bolacha ou cookies).
Receita: Mais Você
Ficam lindos - e uma delícia!


10 de dezembro de 2013

Como ser Geek #1 - Sweet Tooth

Oi, gente!
Resolvi fazer um "quadro" aqui no blog sobre Como Ser Geek, no qual irei falar sobre video games, internet e principalmente HQs. 

Eu decidi, além de livros, ler histórias em quadrinhos e o primeiro que me indicaram foi Sweet Tooth.




Uma década atrás, a praga atacou como fogo em uma floresta e matou bilhões. As crianças que nasceram após esse apocalipse eram um híbrido entre humano e animal. Gus é uma dessas crianças ameaçadas, um garoto com uma alma doce, uma queda por doces e a feição de um cervo. E crianças como ele valem dinheiro.


Ele vivia tranquilo com seu pai em uma cabana nas profundezas de uma floresta isolado do resto mundo até que foi encontrado por terríveis caçadores. Mas um estranho brutamontes o protegeu e salvou dos malvados, prometendo levar Gus até a Reserva, um santuário para crianças híbridas como Gus. Esse estranho é Jepperd, um homem tão misterioso quanto violento. Esse é o começo de uma longa jornada através do devastado território de um país assolado pela peste, e nem Gus nem Jepperd fazem a mais remota ideia de como essa viagem pode transformá-los.

Eu diria que esse gibi não seria indicado para quem não gosta, de maneira alguma, de histórias um tanto tristes, porque Sweet Tooth é deprimente, "tocante" e misterioso. 
A história desenvolve-se nesse cenário de destruição pós-apocalíptico, focando principalmente em Gus, um garoto com feições de cervo, que vivia isolado com seu pai numa floresta. Repentinamente, Jepperd, um homem violento cheio de memórias ruins, aparece na casa deles, levando Gus consigo para a tal Reserva, local onde crianças híbridas como Gus "devem" ficar. A partir daí, a história desenvolve-se em vários caminhos, tanto para Jepperd, quanto para Gus, mas vamos evitar spoilers. 
Sinceramente, eu adorei essa HQ. Ela prende minha atenção de uma maneira que não sei explicar, mas me "toca" bastante pelo seu jeito deprimente, e eu amo histórias que me deixam um tanto "vazia" após ler ou que ajudam a refletir, mesmo que o contexto da história seja totalmente diferente da realidade.  




















Vocês já leram Sweet Tooth? Se sim, o que acham/acharam? Se não, se interessaram? Quais outras HQs vocês me recomendariam? Comentem aí! :)
xxxx








Ideias criativas para a sua estante

Sempre fui viciada em livros, e no meu antigo quarto, eu tinha uma pequena prateleira sobre a minha cama, onde eu deixava aqueles livros fininhos, de criança mesmo. Mas reformei meu quarto em 2010, e sem esquecer dos meus amados, escolhi um projeto que tinha uma prateleira na frente da minha cama - que é suspensa, e uma prateleira fechada, onde eu pretendia colocar mais livros quando minha coleção aumentasse. E isso aconteceu no início do ano passado.
Com o passar dos meses, as encomendas de livros chegavam em casa com cada vez mais frequência, até o dia em que eu tive que tirar tudo o que eu guardava no armário para realocar meus livros. Mas eu não parei de comprar livros e, obviamente, chegou uma hora que nem mesmo uma fina revista poderia ser encaixada entre os livros. E aqui estou eu, relatando meu atual drama para vocês.
Minha estante, ou melhor, minhas duas prateleiras, estão abarrotadas de livros e eu não tenho mais nenhum espacinho para guardar livros novos, e a boa notícia é que comprei quatro livros e eles devem chegar na terça! Louca com a possibilidade de separar meus livros, porque eu gosto de vê-los todos juntinhos, elaborei um pequeno drama e convenci minha mãe de comprar uma estante para os meus bebês, mas e agora? São tantas possibilidades, tamanhos e cores que eu não sabia por onde começar, fiz diversas pesquisas e só encontrava ainda mais modelos, um mais lindo do que o outro.
Durante essas pesquisas decidi fazer um post aqui sobre estantes, mostrar modelos que eu gostei, estantes fofas, práticas, versáteis...



Acho essa ideia super fofa, mas não são todos que podem ter uma estante assim.


Imagem: Livros com Cookies


Criativa e ainda tem papel decorativo!



Como vocês podem ver, essa estante é de um quarto infantil, mas adorei!


Quase uma mini biblioteca! Meu atual sonho de consumo é ter uma dessa...


Durante minhas pesquisas, encontrei esta no site da Mobly. Ela é simples e funcional, ótima para quem precisa ajustar escrivaninha e estante em um pequeno espaço!


Também funcional, essa estante é linda e ainda possui um pequeno armário!



Adoro nichos! Além de deixarem os livros bem organizados, também funcionam como item decorativo.

E sobre a minha futura estante: ainda não decidi o modelo, mas é bem provável que eu fique com uma simples, com várias prateleiras e branca ou em um tom claro de madeira.

Espero que tenham gostado do post, beijos!
7 de dezembro de 2013

Resenha: Herdeiro da Névoa - Raquel Pagno


Título do livro: Herdeiro da Névoa
Autora: Raquel Pagno
Editora: Chiado
Ano: 2013
Páginas: 254

“Por quem você venderia a sua alma?”


   Inácio Vaz é um jovem de 21 anos que mudou-se para Paris, com o objetivo de realizar um sonho: estudar direito em Sorbonne,  uma das mais renomadas universidades da França.
  Contudo, ao chegar na universidade acaba enganando-se e muda radicalmente seu curso para Belas Artes, porque se encantara por uma jovem de Cachos de Fogo, que cursaria Artes. Seu nome é Chloé; Chloé Champoundry.
   Inácio se apaixonou por ela e ela o “enfeitiçara”. Porém, por apenas um dia e depois fora embora.
   “Pensei em como a minha vida poderia ter mudado tanto em um único dia (...) Desde o momento em que vi Chloé pela primeira vez (...) todos os meus objetivos se transfiguraram em apenas um: decifrar aquela mulher misteriosa, que me arrastava rua afora, como se o resto do mundo tivesse deixado de existir.”
   A vida de Inácio muda radicalmente no momento em que ele descobre que seus documentos foram trocados: ele passa a ser confundido com François Roux, herdeiro de uma fortuna incalculável, que vivera em Paris há muito tempo.
   Inácio encontra-se num impasse: precisa decidir se assume ou não a identidade que fora lhe dada, juntamente com tudo o que tiver direito, como um casarão e muito dinheiro, ou se continua sendo o pobre Inácio Vaz, vivendo uma vida humilde e sem luxo.
   Acredito que “Herdeiro de Névoa” tenha sido um dos poucos livros que me surpreenderam esse ano. Ouso dizer que é surpreendente porque é um dos livros que você analisa a capa, a sinopse, lê algumas resenhas e “cria” uma história na sua cabeça sobre o tema do livro e tudo o mais; mas aí você começa a ler e percebe que não é nada do que você imaginou. Nada mesmo. E é isso que torna o livro intenso, misterioso e envolvente.
   Por mais que os acontecimentos iniciais do livro tenham sido rápido demais, você acaba percebendo que era para ser assim mesmo. Afinal, o livro não era o que parecia no início, haha.
   No começo do livro o comparei com "A sombra do Vento", do Zafón, porque a escrita parecia-me semelhante (e de fato é).
   “Herdeiro da Névoa” foi escrito por Raquel Pagno, uma escritora nacional, que conseguiu criar um enredo inusitado para este livro: você nunca tem certeza quem são os mocinhos e quem são os vilões. E sabe o que é mais legal nisso tudo? Concluir que é fácil enganar-se com os personagens.
   Indico a leitura para todos que adoram mistério e acreditam em coisas “de outro mundo” – não sei se devo assim chamar; e para aqueles que adoram ser surpreendidos durante a leitura (sem clichês!).
   Preciso agradecer uma pessoa: Raquel, obrigada pela oportunidade que deu ao Viciadas em Livros, seu livro é ótimo! E obrigada por ser parceira do Viciadas e confiar em nosso trabalho :)



26 de novembro de 2013

Vertigem


"Não, eu não sei mais explicar o que eu mesma criei e um dia, tive a audácia de questionar. Não, eu não sei mais como perceber meu próprio olhar. Não, eu não sei mais reconhecer as palavras que foram por mim milimetricamente selecionadas. Sim, estou perdida em uma confusão de mim mesma.
Sinto uma tontura em meus pensamentos ao tentar questionar o inevitável, não consigo enxergar propriamente, sinto-me jogada em uma rua estranha sem meus óculos, precisando encontrar o que nem mesmo foi-me dito, meus movimentos são automáticos e mudá-los está fora de cogitação dentro dessa caixa de interrogações que me faz querer criar mais e mais perguntas. O relógio cria um barulho incessante e irritantemente metódico, que me acusa a cada segundo de perder o controle do tempo que criei e um dia me orgulhei, o mesmo tempo que hoje me faz dar voltas em círculos para procurar o previsível e descobrir que esse dogma, na verdade, é o que nunca aparecerá.
A realidade faz com que nos perdemos em nossos sonhos, a confusão da verdade nos atrai até a imprecisão do irreal, que por um segundo parece tão tangível que nos esquecemos da visão turva que é nossa atual verdade.
Fugimos de um labirinto sem fim, sentimos como se nada fosse capaz de atingir nossa realidade imaginária, mas quando menos esperamos, ela é encontrada pela veracidade.
Veracidade cheia de questões e longe o bastante de respostas céticas, realidade que confunde e cria incertezas, incertezas propriamente explicadas e completamente ilógicas.

                                                                                                                         Camille Carboni."


24 de novembro de 2013

Resultado do Top Comentarista de Outubro

Hey, gente!

Primeiramente, queria pedir desculpas pelo sumiço. Sei que esse post deveria estar aqui no blog há 23 dias, mas a gente tá muito ocupada, e quando eu digo muito é muito mesmo. Vocês sabem: fim de ano, provas, trabalhos, cursos... Tenho tanto livro de parceria que só de olhar pra estante já me sinto culpada, sem contar que agora sou uma beta-reader (que, pra quem não sabe, é uma revisora de fanfics. A beta corrige os erros de português e gramática e torna a fic interativa - expliquei tudo sobre fanfics aqui). Eu sei que o blog não é o mesmo, que a gente não posta como antes, mas eu não vou ficar mais prometendo que vou postar aqui todos os dias, porque eu sei que não irei conseguir, sabe? É muita, muita coisa mesmo, pessoal, mas espero que vocês nos perdoem e continuem aqui conosco. Nós não vamos abandonar o Viciadas em Livros, só terão menos posts por aqui. Além do mais, tem a Rê, a Ana, o Cláudio, a Ca, a Rakel, a Fabi... tantos colaboradores maravilhosos e que estão preparando ótimas surpresas pra vocês! Eu não posso prometer nada pra agora, mas ano que vem eu terei mais tempo de vir aqui, tá? Só aguardem pacientemente e entendam a nossa situação, certo?

Enfim, voltando ao Top Comentarista! No início, muita gente participava, comentava, interagia... mas agora só umas 4 pessoas participam, sendo que abandonam tudo no início ou no meio do caminho. Então, nós decidimos que não vai ter mais Top Comentarista por aqui. Nós vamos planejar umas promoções em conjunto, estamos pensando em algo pro Natal, Ano Novo, e até o carnaval, mas o Top não vai dar mais. Mesmo com o pouco número de participantes, quero agradecer aos que participaram e comentaram aqui - mesmo se foi uma ou duas vezes, de qualquer forma, é muito importante para nós.

Só pra lembrar: o prêmio do Top Comentarista de Outubro é o livro "Veneno", da autora Sarah Pinborough. Vamos conhecer o vencedor (a)?


Parabéns, Lucas! Você ganhou o livro "Veneno". Em breve você estará recebendo-o, ok? Boa leitura!

xoxo
23 de novembro de 2013

Resenha: Procura-se um Marido - Carina Rissi


Título: Procura-se Um Marido
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus (Record)
Páginas: 474 


   “Você precisa é de um bom homem ao seu lado. Alguém que lhe mostre o verdadeiro sentido da vida. Precisa de um marido.”

   Alicia é uma mulher de 24 anos que mais parece uma adolescente; também pudera, fora criada pelo seu avô cuja fortuna era incalculável e sempre a mimou. Ela perdeu os pais quando criança, portanto tudo que tinha na vida era seu avô. No entanto, quando vô Narciso morre, Alicia se vê desamparada e mal sabe que tudo na sua vida mudará completamente.
   Para começar, ela descobre que precisa estar casada por pelo menos um ano para ter direito à herança de seu avô.
   “Se vou ter que me casar pra ter direito à herança do meu avô, pode esquecer. A União pode ficar com tudo. Não tenho namorado, não acredito na instituição do casamento, não vou me casar só porque meu avô quer.”
   Alicia encontra-se num impasse: ao mesmo tempo que precisa trabalhar (seu avô lhe deixara um emprego vitalício na empresa que era dono, a L&L Cosméticos), não quer; mas ela mal sabe que não tem escolha.
   A saída que ela encontra é colocar um anúncio no jornal dizendo que está procurando – alugando –  um marido por um ano. E é a partir desse anúncio que ela conhece Max, seu futuro marido.
   O desenrolar da trama é envolvente: você quer saber loucamente o que vai acontecer com Max e Alicia e por isso devora as páginas com rapidez. No entanto, minhas primeiras impressões sobre Alicia foram repugnantes, mas comecei a adorá-la depois de uma parte.
   É válido lembrar que “Procura-se um Marido” é um Chick-Lit nacional, da Carina Rissi e embora eu não leia muito esse gênero, me apaixonei por Max e Alicia (olha, se Max for da maneira como eu imaginei e da maneira como Carina detalhou, meu Deus, que Maximus! Haha).
   O que podemos perceber durante a leitura é a mudança na personagem principal, visto que Alicia passa de odiada para amada, porque ela aprende a viver, ela tinha tudo: dinheiro, carro, cartão de crédito... Porém na verdade não tinha nada. Quando tudo isso “acabou”, ela teve que aprender a viver com o que havia restado.
   A amizade entre Alicia e sua melhor amiga, Mariana, é linda! Mas o mais lindo é o que acontece entre Max e Alicia – mesmo todos sabendo o que geralmente acontece nos livros de romance... Enfim, né?
   Adorei o livro e recomendo a leitura, principalmente se você ama chick-lits! 

   P.S: Mais uma vez, obrigada Rakel! Sim, foi ela quem me emprestou esse lindo livro. Agora ela é colaboradora do Viciadas também gente!


Quote: 
   “Max era uma incógnita para mim. Às vezes, como naquele momento, me tocava sem que eu precisasse recorrer a subterfúgios. Em outras, dava mais trabalho que cabelo alisado com chapinha em dia de chuva.”





19 de novembro de 2013

Resenha: A Última Frase dos Contos de Fadas - Massimo Gramellini

Olá pessoal. Tudo bem?

Antes de falar sobre o livro, farei uma breve apresentação para que vocês me conheçam um pouquinho. :)

Meu nome é Rakel, tenho 15 anos e moro em Santa Catarina. O que eu mais gosto de fazer no meu tempo livre é ler (livros e fanfics) e assistir filmes e seriados. Um completo vício. Rsrs.
Eu gostaria de agradecer imensamente a Rê e a Isadora pela oportunidade de poder colaborar com o conteúdo do blog. :D

Ok. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.


TÍTULO: A Última Frase dos Contos de Fadas
AUTOR: Massimo Gramellini
PÁGINAS: 237
ANO DE LANÇAMENTO: 2010
EDITORA: Fontanar - Editora Objetiva
Sinopse: A Última Frase dos Contos de Fadas é uma fábula moderna que conta a história de Tomás - um professor que há muito deixou de achar graça na própria vida. Acredita pouco em si próprio, vai levando mal os seus dias e está convencido de que não possui os meios para escapar da apatia em que se encontra. Uma noite, porém, se percebe projetado num lugar desconhecido, o que lhe reacende a curiosidade existente em todo ser humano. Começa assim uma viagem simbólica que, através de uma série de encontros e de provas perigosas, o conduzirá à descoberta do próprio talento e à realização da experiência amorosa.

Resenha:
O livro conta a história de Tomás, um homem que, depois de uma desilusão amorosa, parou de acreditar no amor verdadeiro. Criou, de certa forma, uma "alergia ao amor". Sempre que sentia que o relacionamento começava a criar raízes, Tomás começava a manifestar sintomas alérgicos e acabava terminando a relação.
Mas certo dia, ele é levado à um lugar um tanto que incomum, chamado Spa da Alma. Onde precisa aprender a se conhecer e se respeitar. O lugar em que ele começa a "se enxergar internamente". Foi levado para lá, para conhecer sua alma e superar seu trauma do amor.
O livro tem uma grande abordagem espiritual, fala sobre questões cotidianas e traz para nós ensinamentos, os quais fazem a gente parar para refletir sobre algumas atitudes.
O romance, que seria o ponto central do livro, é manifestado por acreditar na força do amor, conhecer a serenidade que existe em seu espírito para que tenha a capacidade de acreditar em si mesmo e consiga viver em paz o seu "felizes para sempre".

Sabe aquele livro que você compra achando que é uma coisa, mas na verdade, quando começa a ler percebe que é totalmente outra? Bom, pelo menos foi assim que me senti quando terminei de lê-lo.
Não estou dizendo que é ruim, mas simplesmente não era o que eu esperava. Talvez, para mim ele tenha parecido um pouco diferente, porque não tenho o costume de ler livros que abordam esse tipo de assunto, da mesma forma como foi abordado com Massimo Gramellini. 
É um livro que eu recomendaria, mas você não deve esperar fortes emoções vindas da história. Pois acredito que o seu principal objetivo, além do romance, é passar um ensinamento sobre a beleza interior que existe em nós.

Espero que tenham gostado!
Beijos,
Rakel.

13 de novembro de 2013

10 dicas para escrever bem




Minha história com a escrita começou no dia em que ganhei meu primeiro livro, e não sabia expressar minha vontade em aprender cada letrinha impressa nas simples folhas leves em minhas mãos, porque minha maior vontade era, um dia, poder ler o meu nome na capa. Desde então, ir ao colégio sempre era a parte mais legal do dia, e as lágrimas não hesitavam em cair quando já era hora de voltar para casa. Cada aula era um desafio, cada "família" aprendida, uma nova conquista, e esta merecia ser anunciada ao mundo e mais um pouco!
Minha avó ainda deve ter, guardadas em caixas empoeiradas e esquecidas, minhas agendas, ou melhor, cadernos de cópias - porque copiar todas as palavras que brilhavam aos meus olhos era tão divertido quanto assistir Chiquititas! E nessa rotina segui até meus que meus lápis traçassem suas próprias estorinhas rimadas, descrevendo as pequenas coisas que rondavam meu dia.


Mas minha paixão pela escrita admitiu novos patamares quando, em meu aniversário de 10 anos, fui presenteada com uma visita ao Museu da Língua Portuguesa. E como se não bastasse me deliciar com o meu idioma, conheci Clarice Lispector. A exposição temporária fez meus olhos brilharem a cada gavetinha aberta - uma foto da exposição, e o caderninho que recebi como brinde foi o primeiro a abrigar meus textos. Simples e pequenos, eram resultado de horas e horas daquelas férias de Julho de 2007, e nem mesmo os calos inflamados em meu anelar eram motivo o suficiente para me fazer abandonar as gastas canetas, eu já estava contagiada pela magia das palavras.
Desde então, nunca parei de escrever. Crônicas, narrativas, poemas e contos são partes essenciais do meu cotidiano e me apresentaram uma voz que nunca imaginei que teria, mergulhei em um mundo incrivelmente extraordinário, do qual nunca mais sai.
Hoje posso dizer que a maior felicidade da minha vida é receber elogios em relação ao que eu escrevo, um "você escreve muito bem!" É capaz de mudar meu dia e estampar um sorriso mais do que sincero no meu rosto, porque é necessário ter muita dedicação e esforço para escrever bem. Na realidade, não estou completamente satisfeita com a minha escrita, sei que tenho que melhorar em muitos pontos, que ainda cometo erros e nem sempre tenho noção do que está faltando ou sobrando naquele parágrafo, mas cada elogio é mais um incentivo, e eu sei que aqueles calos inflamados em meu anelar, um dia terão valido a pena.
Mas, para que isso realmente aconteça, minha dedicação exige 10 - na realidade oito, pontos indispensáveis, que estão listados aqui:

1. Leia muito. E mesmo que já tenha lido muito, saiba que nunca será o suficiente! Ler te proporciona viagens incríveis, e consequentemente, conhecimento de mundo, o que é essencial para uma boa escrita. Além disso, você amplia seu vocabulário, se acostuma com a gramática correta e bom, suas chances de errar uma palavra ou concordância diminuem consideravelmente.

2. Escreva muito. E mesmo que já tenha escrito muito, saiba que nunca será o suficiente! Todos aqui já escutaram que a prática leva à perfeição, certo? E essa frase se aplica perfeitamente à escrita, porque com o hábito de escrever percebemos nossos erros, dificuldades, facilidades... A cada texto aperfeiçoamos a escrita e, podem acreditar, nos viciamos cada vez mais!

3. Faça da gramática sua melhor amiga. Se você acha suas aulas de gramática tediosas, trate de reverter essa situação agora! A gramática deve ser sua nova melhor amiga, de preferência, deve ser como uma irmã siamesa! Obviamente, a gramática perfeita é (quase) inalcançável, mas precisamos evitar ao máximo erros básicos, que podem fazer com que alguém torça o nariz ao ler nossos textos. Eu ainda cometo equívocos e vocês provavelmente encontrarão alguns neste post, porém, com a leitura e a prática da escrita - os dois itens citados anteriormente, alguns erros vão desaparecendo, por conta do costume mesmo.  Devemos tomar cuidado com rimas inapropriadas, repetições, gírias e abreviações que não condizem com o conteúdo e gênero do texto, o uso da crase, vírgulas, redundâncias, outras figuras de linguagem, pontuação, hipérboles, uso exagerado da voz passiva, etc. Nessa hora tudo é válido: consultar o bom e velho dicionário, forçar a memória e lembrar das aulas de gramática, procurar matérias nos livros e cadernos antigos ou até mesmo recorrer ao Google, o que é bem mais prático, convenhamos!

4. Vocabulário nunca é demais, adote esta frase como filosofia de vida a partir de agora! Não, você não precisa passar todo o seu tempo livre aprendendo novas palavras no dicionário, porque adquirimos vocabulário de uma forma até mesmo natural se utilizarmos as duas primeiras dicas novamente! Ler, por exemplo, seja um livro, fanfic, blogs, revistas ou jornais, sempre acrescentará pelo menos uma nova palavrinha ao nosso estoque de palavras. Outra dica é sempre procurar sinônimos, pois além de evitar alguns erros gramaticais, você amplia seu vocabulário e torna sua escrita muito mais interessante.

5. Escreva. Releia. Corrija. Releia. Corrija. Tempo perdido revisando textos nunca é tempo perdido! Sempre há uma vírgula mal colocada, uma frase sem a coerência que deveria ter, um errinho de concordância que passou batido, um diálogo perdido ou uma cena carente de detalhes importantíssimos.
Escrever e simplesmente postar o texto ou esquecê-lo em uma pasta qualquer do computador NUNCA PODE ACONTECER! Sempre deixamos alguma coisa passar, e também, muitas vezes estamos tão empolgados em escrever aquela cena romântica entre os principais, que esquecemos do resto da estória, por exemplo, ou não lembramos que o enredo não se passa somente na nossa cabeça, ou seja, todos os detalhes da cena-romântica-do-beijo-na-chuva-na-praia precisam estar milimetricamente explícitos, ou os leitores não terão a mesma sensação que você teve ao imaginá-la.
Lembrem-se: revisar um texto é como lapidar um diamante.

6. Opiniões podem não ser sempre gentis, mas sempre são úteis. Quando você se propõe a escrever, você também está se propondo a receber críticas. Positivas ao negativas, elas virão e podem ser mais úteis do que você imagina.
Por exemplo, um comentário sobre o excesso de descrição em uma cena pode te alertar quanto ao excesso de Machadianismo em seus textos, porém, cabe a você entender se este é o jeito que você gosta de escrever, ou se realmente houve uma invasão exagerada de Dom Casmurro no seu texto. Além disso, você também deve pedir opiniões! Sim, exatamente, sabe aquele amigo que é a sinceridade em pessoa? Ele deve ser o escolhido para ler seus textos, porque a opinião dele pode ser crucial para você enxergar o que antes estava invisível para você. Eu sempre peço a opinião da Isa e da minha irmã, porque sei que elas vão me falar a verdade e apontar meus erros.

7. Tente gêneros novos! Eu, por exemplo, adoro escrever crônicas e contos, e estes são exatamente os gêneros que eu evito, porque já sei como escrevê-los e não tenho nenhum tipo de problema. Mas narrações sempre me deixam em dúvida, eu deveria desenvolver mais essa personagem? Essa cena está bem descrita? Há descrição demais? A quantidade de informação implícita está ultrapassando os limites permitidos? Tais dúvidas sempre me atingem enquanto escrevo minha fanfic, a Unwritten, e é justamente pela minha dificuldade em escrever claramente narrações, que me dedico tanto à ela!
Sendo assim, nunca se limite aos gêneros que formam sua zona de conforto, experimente novos!

8. Não force a barra com a sua inspiração. Ela é traiçoeira, só aparece naquela semana de provas finais, bem na hora de estudar a matéria que você mais precisa de nota, e mais, quando você tem todo o tempo do mundo para colocar sua criatividade em palavras, parece que a inspiração sai de fininho e desaparece, você não sabe aonde foi nem quando volta!
Por isso nunca force a inspiração, aproveite o tempo para revisar textos anteriores, pesquisar sobre aquela dúvida quanto ao uso da crase, coisas assim! Garanto que aproveitar o tempo com outras vertentes da escrita é muito mais proveitoso do que tentar, em vão, encontrar a criatividade pelas esquinas do seu cérebro.

9. Escreva muito. E mesmo que já tenha escrito muito, saiba que nunca será o suficiente! Novamente por aqui, esta dica é essencial, indispensável, importantíssima e, como vocês já puderam perceber, está presente em quase todos os outros tópicos.

10. Leia muito. E mesmo que já tenha lido muito, saiba que nunca será o suficiente! A regra aqui é a mesma da dica anterior, porque como eu já citei, a prática leva à perfeição!

Bom, é isso, espero que tenham gostado e que as dicas sejam úteis, beijinhos!



4 de novembro de 2013

O Preço da Leitura

Foto por Melina Souza

Ontem, enquanto estava conversando com a minha irmã sobre livros, ela pediu para eu pegar um livro na biblioteca do meu colégio. Imediatamente já avisei que aquele livro não estava disponível e ela procurou o livro na internet para comprá-lo virtualmente. Assim que abriu o site da Saraiva, se deparou com um livro de  R$ 44.90. Ela reclamou sobre o preço atual dos livros e isso deu uma ideia para post/debate aqui no Viciadas em Livros: o preço da leitura. A cada vez mais, os preços vão aumentando e o interesse das pessoas vai diminuindo. Talvez, se um livro custasse R$ 9.90, mais pessoas se interessariam em lê-lo. A questão é: por que não diminuir o preço dos livros? Tantas pessoas falam que o Brasil tem um índice de leitura baixíssimo, que ninguém mais se interessa em ler e que crianças estão recorrendo aos computadores e video games. Essas pessoas estão generalizando o interesse das crianças e jovens, visto que muitas pessoas que gostam de computadores também adoram os livros. Por favor, não confundam uma coisa com a outra. Tantas pessoas falam que há coisas horríveis por aí na internet, e, de fato, há coisas não muito educativas por aqui. Mas quem disse que uma pessoa não pode aprender coisas incríveis pela internet? Eu mesma tive interesse pela leitura através disso tudo. Meu interesse começou quando estava no Google e o anúncio de um livro apareceu. Aquele livro era tão bonito e tão interessante que imediatamente peguei uma folha de papel e anotei para convencer minha mãe a comprá-lo: era nada mais, nada menos que "A Vida Na Porta da Geladeira", de Alice Kuipers. Eu nunca tinha visto nada parecido antes e, quando fui mostrar para minha mãe, ela apenas assentiu e voltou ao fazer o que estava fazendo. Vejamos, isso foi em 2010; várias cenas como essa se repetiram. Era sempre a mesma coisa: eu estava lá, seguindo minha mãe e falando que preferia livros a roupas. Afinal, eu iria aprender muito mais lendo um livro do que vestindo um pedaço de seda. Ela sempre negava, dizendo que esse não era o tipo de interesse que eu deveria adquirir naquela idade e que, se eu quisesse, poderia comprar quantos vestidos quisesse naquela tarde. Agora fica a questão: onde está o incentivo literário? Meu pai, por exemplo, me proibe de comprar livros. Ele diz que é apenas um pedaço de papel que será lido uma vez na vida e abandonado na estante, deixando acumular poeira. Mas um livro, ao contrário do que ele pensa, pode ser algo muito mais útil e interessante do que uma lata de coca-cola ou um pedaço de pastel, que é o que ele quer que eu gaste com meu dinheiro. É claro, alimentação e roupas também são coisas importantes. Mas pense no que um livro pode te proporcionar. Pense naquele livro que é o seu preferido, que te proporcionou todo tipo de sensação durante a leitura e que você poderia reler 1 milhão de vezes. Agora me diga: o que é uma lata de Coca-Cola perto daquele livro? Você trocaria alguns minutos tomando uma bebida que nem é tão boa assim por várias horas ou dias lendo um livro tão perfeito que faz você pensar nele mesmo depois de anos? Acho que não, certo?

Aprenda: livros não são simples "pedaços de papél", como muita gente os intitula. Eles podem até dar vida, cor e alegria ao seu dia e serão, em breve, o futuro motivo de seus sorrisos.

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Gente, como vocês podem ver, esse é um post bem diferente por aqui. Eu o fiz para servir como uma espécie de debate, então vocês podem expor suas opiniões sobre o assunto nos comentários. No texto, eu falei sobre o preço dos livros e o incentivo dos pais e educadores. Também não quero generalizar, sei que há pais maravilhosos por aí que apoiam e muito o hábito de leitura. Só tive a intenção de falar um pouco sobre como os meus lidam com isso tudo e fazer com que vocês se identifiquem, caso alguém por aqui tenha um pai/mãe que vê os livros da mesma forma.

xoxo ♥