Título: A guerra que salvou a minha vida
Autora: Kimberly Bradley
Editora: DarkSide Books
Páginas: 240
Ano: 2017
SINOPSE
"Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular - coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um "pé torto" como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor"
Primeiro eu preciso confessar: Comprei o livro pela capa! Eu achei super delicado, o desenho simples e ao mesmo tempo com uma representação tão marcante da personagem principal.
Mas vamos a resenha!
O livro conta a história de Ada e Jamie e se passa durante a Segunda Guerra. A história é narrada do ponto de vista de Ada. Uma menina de 10 anos (ou ela acha isso) que nasceu com uma deficiência no pé e sofre maus tratos de sua mãe. Ada tem tarefas diárias a cumprir, como cuidar da casa e do irmão, e devido sua deficiência não pode sair de casa, para não envergonhar sua mãe. Eles são pobres, fazem uma refeição por dia, e infelizmente, vêem a guerra como uma oportunidade de melhorar de vida.
Um dia, Jamie chega em casa dizendo que as crianças da escola estão sendo levadas para ser adotadas para morar no interior, durante o período da guerra.
Ada, com toda sua inocência e astúcia vê ai uma oportunidade de se livrar dos abusos da mãe.
Começa então uma luta diária: esforçar-se para conseguir andar e fugir com o irmão.
Ela supera toda dor e machucados causado pelo esforço, e consegue chegar até a estação de trem, onde as crianças estão sendo levadas.Chegando em seu destino, as crianças são "distribuídas" á famílias dispostas a adotá-las, pelo tempo que julgarem necessário e com uma ajuda de custo.
Ada e Jamie são amparados por Susan, uma mulher triste, que apesar de não ter filhos, cria um laço adorável com essas duas crianças.
Ada tem uma incrível e assustadora surpresa ao chegar na casa de Susan: Roupas limpas, três refeições e banho diários, além de uma cama com lençóis limpos. Tudo muito luxuoso para a pequena menina, que passava horas dentro de um armário de cozinha mofado e cheio de baratas.
Devido sua criação, Ada não acredita merecer tudo aquilo.
Susan, que vive da renda de cavalos de uma amiga que faleceu, tenta de todas formas se aproximar da menina. Porém Ada, só tem olhos para Mantega, um pônei "abandonado" de Susan.
Ela cria laços com Mantega, dialoga com ele, educa e aprende com a convivência.
Com o passar do tempo Susan se aproxima de Ada e é uma relação de amor e aceitação.
Ada não acredita que pode ser amada e Susan mostra que sim.
No final das contas, a guerra salva não só a vida de Ada, mas também de Susan.
É um livro emocionante.Eu acho que algumas questões poderiam ter sido melhor trabalhadas (como a perda de Susan), mas como é o ponto de vista de Ada, a história tem outro rumo.
A autora tem uma delicadeza para escrever, e a tradução é fiel... algumas vezes eu me sentia a Ada, dada a forma que os diálogos se seguiam.
Eu indico como leitura =)
Eu comprei em uma promoção paguei R$24,90... Mas acho difícil encontrar por um preço menor, por que a capa dura agrega valor ao livro.
O que você acharam? Alguém já leu? O que achou? Comenta aqui, vamos conversar :)


