Me inspirei nos posts anteriores e vim deixar minhas indicações de livros que eu li sobre o tema.


A parte 1 vocês encontram aqui: Livros sobre holocausto 1
A parte 2 vocês encontram aqui: Livros sobre holocausto 2 


Irena Sendler, a mãe das crianças do Holocausto


Baseado em relatos diretos da própria Irena Sendler, de outros membros da resistência polonesa e de sobreviventes salvos por ela e seu grupo, o livro descreve, detalhadamente, a vida e as ações de uma das maiores personagens desse tempo trágico - que ficaria praticamente desconhecida até a queda do Muro de Berlim. 
Na época uma garota polonesa iniciando sua carreira no serviço de assistência social, Irena Sendler viu-se no centro da brutal história do século XX quando Varsóvia foi ocupada pelos nazistas, em setembro de 1939, e os judeus encarcerados no gueto para morrer de fome. Os sobreviventes seriam levados aos campos de extermínio. Irena Sendler integra-se então à Zegota, organização clandestina de ajuda aos judeus, salvando assim da morte mais de 2 mil crianças judias. O preço seria alto - muitos dos voluntários são capturados e mortos, e a própria Irena Sendler é presa, torturada e condenada à morte pela Gestapo. Mas ela escapa e retoma seu 'trabalho' - salvar da morte quantas crianças judias pudesse. Irena Sendler passou as décadas seguintes ao fim da Segunda Guerra Mundial atrás da 'cortina de ferro'. Malvista pelas autoridades pró-soviéticas da Polônia, que desconfiavam dos ativistas não-comunistas e, principalmente, dos ativistas pró-judeus, viveria uma espécie de segunda clandestinidade, desta vez histórica. 'A história de Irena Sendler - a mãe das crianças do Holocausto' é parte fundamental do resgate de seu nome, de sua memória e do significado de sua vida.





Irmãs em Auschwtiz


Uma das poucas pessoas a se entregar voluntariamente para o exército alemão e ir a um campo de concentração - quando ainda se acreditava que eram apenas campos de trabalho - Rena Kornreich fez parte do primeiro transporte em massa de judeus para Auschwitz (Polônia) e sobreviveu ao campo nazista por mais de três anos, junto a sua irmã mais nova - Danka. Juntas, ambas tiveram de ser resilientes a cada a perversidade vivenciada durante o período de aprisionamento. E, a despeito da iminência da morte, das doenças, das surras e do trabalho forçado, os relatos de Rena a respeito da convivência entre as prisioneiras nos garantem que a empatia emergida dentro de cada dormitório e de cada grupo de trabalho encorajou essas mulheres a permanecerem unidas até que Auschwitz fosse libertado e suas vidas fossem devolvidas para sempre. 







É hora de falar



Março de 1939. As tropas alemãs invadem Praga, e começa o terror para os judeus checos. Inicia-se, então, É hora de falar, de Helen Lewis, uma notável e verdadeira história de coragem e resistência durante o Holocausto.
Helen, uma jovem estudante de dança em Praga durante a eclosão da II Guerra Mundial, foi parar no gueto de Terezín e, depois, deportada para Auschwitz. Separada de sua família, ela se esforçou para viver em meio à carnificina da Solução Final de Hitler. Como e o que fez para sobreviver é uma história emocionante, contada com humor, franqueza e alguma raiva, mas sem, em momento algum, dar espaço para a autocomiseração. 
Helen não descreveu somente os horrores dos campos de concentração já que são, obviamente, chocantes -, mas analisou o outro lado, o dos nazistas. Segundo ela, nem todos eram homens sem escrúpulos, como o soldado gentil que a salvou de situações adversas e a oficial que a colocou por meses com o grupo de dança do campo. 






O Menino da lista de Schindler


Um pequeno vilarejo, os irmãos, os amigos, as corridas nos campos, os banhos de rio: essa é a verdadeira história de Leon, a história de um mundo despedaçado pela invasão dos nazistas. Quando em 1939 o exército alemão ocupou a Polônia, Leon tinha apenas dez anos. Logo ele e sua família foram confinados no gueto de Cracóvia junto a milhões de outros judeus. Com um pouco de sorte e muita coragem, o menino conseguiu sobreviver ao inferno e foi contratado para trabalhar na fábrica de Oskar Schindler, o famoso empreendedor que conseguiu salvar mais de mil e duzentos judeus dos campos de concentração. 
Neste testemunho que ficou por tanto tempo inédito, Leon Leyson nos conta sua extraordinária história, na qual, graças à força de um menino, o impossível se tornou possível. O Menino da Lista de Schindler é um legado de esperança e um chamado para que todos nós nos recordemos daqueles que não tiveram a chance do amanhã. 






A Bibliotecária de Auchwitz





A Bibliotecária de Auschwitz é um livro diferente. É uma história cheia de detalhes a respeito de um professor judeu, Fredy Hirsh, que criou uma escola secreta dentro do bloco 31, no campo de concentração de Auschwitz, dedicando-se a lecionar para cerca de 500 crianças. Criou também uma biblioteca de poucos volumes com a ajuda de Dita Dorachova, uma menina judia de 14 anos que se arriscava para manter viva a esperança trazida pelo conhecimento e escondia os livros embaixo do vestido. É um registro de uma época sofrida da história, mas que também mostra a coragem de pessoas que não se renderam ao terror e se mantiveram firmes usando os livros como "arma".








O homem que venceu Auschwitz


O livro conta a extraordinária história real um soldado britânico que se infiltrou no campo de concentração de Auschwitz. 
No verão de 1944, Denis Avey trabalhava num campo de prisioneiros de guerra próximo ao campo de concentração de Buna-Monowitz, conhecido como Auschwitz III. Já tinha ouvido falar da brutalidade no tratamento dos prisioneiros de lá e estava determinado a testemunhar o que podia. 
Traçou, então, um plano para trocar de lugar com um prisioneiro judeu e infiltrou-se no campo de concentração, onde foi a testemunha ocular da barbárie que lá ocorria. Durante muitas décadas, Avey não se sentiu preparado para relatar a experiência do passado, porém agora, aos 91 anos, revela em seu livro tudo o que presenciou. O homem que venceu Auschwitz está desde seu lançamento na lista dos mais vendidos britânica
. 







Eu gosto muito de ler livros sobre essa tema, esses são alguns cuja leitura me fizeram refletir sobre muitas coisas.
Vale a pena a leitura de cada um deles, então se você se interessar pelo tema já sabe em quais investir :)






    Olá! Em 2013, a Isa fez um post indicando livros relacionados ao Holocausto. Hoje, eu resolvi incluir mais alguns naquela listinha que ela fez. Confira aqui a parte I da lista.

1. O anexo

O Anexo
    Nas indicações da Isa, ela mencionou o livro "O diário de Anne Frank", que é um clássico e eu acredito que quase todo mundo conhece ou já leu ele. Pois bem, nele, Anne relata o cotidiano da sua vida no Anexo, local onde ela e mais 7 pessoas se escondiam dos nazistas. Dentre essas pessoas estava Peter, um adolescente de 16 anos. "O anexo" é o diário de Peter. Mas ele não é real, porque não existiu de fato. A escritora de "O anexo", resolveu imaginar como seria estar escondido lá, e, com base no diário de Anne, "criou" o Peter. Achei muito interessante da parte dela fazer isso, porque nos mostra outra versão da opinião de uma pessoa acerca da Anne que relatava os acontecimentos cotidianos em seu diário. 
    "Em O anexo, a escritora inglesa Sharon Dogar faz com o personagem Peter van Pels, de quinze anos, o que Otto fez com Anne: dar a oportunidade para que “fale” sobre a vida naquele ambiente claustrofóbico.
    Dogar inverte a perspectiva do diário da menina judia, fornecendo uma nova visão sobre os dois anos em que os Frank e os Van Pels (que Anne chamava de Van Daan em seus escritos) se esconderam dos nazistas. No período em que Peter ansiava pela liberdade das ruas e Anne se dedicava com afinco ao diário, ela imagina que os dois teriam se envolvido num romance furtivo.
    Para além do diário, a ficção de Sharon Dogar narra de forma comovente a chegada dos nazistas ao esconderijo, a viagem de trem até o campo de concentração - quando homens e mulheres são separados - e a luta de Peter, seu pai e Otto Frank para sobreviver ao horror dos campos. A autora recria assim uma história imperdível para os fãs do famoso diário."

2. Os colegas de Anne Frank

Os Colegas de Anne Frank
    Em "O diário de Anne Frank", a menina começa a contar desde antes de se mudar para o Anexo. Então, ela relata sobre sua escola e seus colegas. Nesse livro, podemos conhecer um pouco mais sobre alguns dos colegas de Anne, o que aconteceu com cada um durante o horror da Segunda Guerra Mundial e o destino deles depois dela. 

    "Todos os anos, no dia da lembrança das vítimas do Holocausto - o Yom HaShoá -, Theo Coster era convidado à escola dos netos para contar como sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Ex-aluno do Liceu Judaico de Amsterdã e colega de classe de Anne Frank, a jovem que foi um dos maiores mártires do Holocausto, Theo decidiu fazer um documentário contando sua história e a dos alunos que também sobreviveram. Ele conseguiu encontrar cinco colegas, que, depois de mais sessenta anos, vivem em diferentes partes do mundo e têm como elo o passado no Liceu Judaico e a colega Anne Frank - cujo diário se tornou uma das maiores referências sobre as mazelas da população judaica europeia no Holocausto. No encontro que serviu de base para o filme e o subsequente livro, os tempos de escola foram lembrados pelos ex-alunos, assim como os assuntos mais dolorosos, como o início do horror que viveriam e o gradual esvaziamento da turma. Os colegas do Liceu rememoram mais de 60 anos de história. Nessa conversa, estão as memórias do passado de guerra, as dificuldades que enfrentaram e a relação que tinham com Anne Frank. O destino de Anne é conhecido, mas e o dos outros estudantes que, a cada semana, deixavam a sala de aula mais vazia? Suas histórias de sobrevivência mostram o quão diversos foram os destinos dos judeus perseguidos, como a sorte era um fator vital e como o fim da guerra não significou o fim do sofrimento. Anne Frank, que parou de frequentar as aulas no meio do ano letivo, está sempre presente nas lembranças de todos os que conviveram com ela. Reunidos, seus colegas revelam outra face da jovem: a estudante pré-guerra. Transformado o encontro também em livro Os Colegas de Anne Frank é um relato emocionante e surpreendente desses seis ex-alunos sobreviventes. Nele, Theo Coster revela não somente uma nova face de Anne Frank que não constava em seu diário, mas também histórias de ingenuidade e luta pela sobrevivência durante o duro período da Segunda Guerra Mundial."

3. A lista de Schindler

A lista de Schindler   A história verdadeira deste homem que enfrentou perigos inacreditáveis e sacrificou tudo o que possuía, colocando em jogo a própria liberdade, para salvar mais de mil pessoas.
    Partindo dos testemunhos dos Schindlerjuden - os judeus de Schindler -, Thomas Keneally compôs um romance notável e comovente, que retrata a coragem, a generosidade e a perspicácia de um herói em meio às cinzas do holocausto. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, A Lista de Schindler valeu a seu autor o cobiçado Prêmio Booker, da Inglaterra. Levado às telas com grande sucesso por Steven Spielberg, foi eleito o melhor filme de 1993 pela Associação dos Críticos de Nova York e de Los Angeles.









4. O violino de Auschwitz

O Violino de Auschwitz

Em tradução direta do idioma original, O violino de Auschwitz, da catalã Maria Àngels Anglada, integra uma importante vertente da ficção contemporânea, cujo tema geral pode ser sintetizado pela expressão dignidade na barbárie. Se os racistas pretendem diminuir a dimensão humana do objeto de seu ódio, os nazistas, por sua vez, pretendiam anulá-la inteiramente. A arte, porém, a reafirma. A história de O violino de Auschwitz se constrói então sobre uma magnífica e brutal ironia.












5. Eu sou o último Judeu

Eu Sou o Último Judeu    Nenhum campo de extermínio foi tão longe na racionalização do assassinato em massa quanto Treblinka. Lá, cerca de 750.000 judeus foram mortos. Apenas 57 sobreviveram. Chil Rajchman foi um deles. Por dez meses, sobreviveu ao absoluto terror. Carregou cadáveres em decomposição. Extraiu dentes dos mortos para que os nazistas aproveitassem o ouro, lavando-os em vasilhas cujos restos de água sanguinolenta mataram a sede de outros prisioneiros. Testemunhou suicídios, empalamentos, centenas de execuções. Foi chicoteado diariamente, teve tifo, sarna. Em agosto de 1943, Chil e outros prisioneiros conseguiram pôr em prática um plano de revolta. Ele foi um dos últimos judeus a escapar de Treblinka. Seu relato avassalador e detalhado, escrito ainda durante a guerra e até agora inédito, vem a público acompanhado por fotografias, mapas e a planta do campo de extermínio. Um importante testemunho do que preferíamos esquecer, mas não podemos.





6. Ainda que caiam os céus


Ainda que caiam os céus    Uma fé sólida e inabalável. Isso era tudo o que o jovem Mikhail Kulakov possuía. 
O governo comunista soviético lhe tirara a profissão, a família e a liberdade. 
Seu crime? Servir fielmente a Deus ou, nas palavras da KGB, promover "atividades antissoviéticas". 
Ele foi preso, interrogado e condenado a cinco anos em campos de trabalho forçado, onde suportou amargas provações, destinadas a sufocar o espírito e minar a vontade.
Todavia, nem mesmo a perspectiva de banimento eterno numa remota vila da Sibéria ocidental o deteve de confiar fielmente nas promessas de Deus... Ainda que os céus caíssem.








7. Beco da Ilusão

Beco da Ilusão    Meu nome é Sarah Wainness, mas este nem sempre foi o meu nome. É apenas mais um, entre tantos que já tive. Minha infância foi feliz e simples, como a de qualquer criança da minha idade e do meu bairro em Karnobat, Bulgária.
    Éramos uma família de cinco irmãos, incluindo eu.
    Papai, um homem muito bom, enérgico e religioso, frequentava a sinagoga, enquanto mamãe trabalhava em casa, cuidando de tudo e de todos nós.
    Após recebermos uma herança de um tio falecido que morava em Berlim, mudamos para lá e, ao chegar, deparei-me com uma realidade totalmente diferente da que eu conhecia.
Meus sonhos desabrocharam em contato com a cidade. Um deles, tive que manter em segredo: eu queria ser bailarina. Sempre pegava as roupas da mamãe, escondida, e rodopiava no fundo do quintal, vendo tudo ao meu redor mudar. Isso me fazia feliz. Mas, um dia, meus sonhos desmoronaram e minha vida mudou completamente: os nazistas invadiram nossa casa, e fui levada para um lugar de prostituição.
    Meu nome é Sarah Wainness, e já morei no Beco da Ilusão.



Olá, pessoal!

Livros que retratram o Holocausto chamam muito a minha atenção, por isso, decidi fazer um post indicando alguns que li e alguns que quero ler também! Espero que gostem <3

EDITADO: Para conferir a segunda parte do post, clique aqui.

O Órfão de Hitler - Paul Dowswell



Piotr Bruck era apenas um menino polonês quando os nazistas mataram seus pais e invadiram seu país. Seu destino parecia traçado: acabaria num orfanato e depois seria um trabalhador escravo. Mas seus olhos azuis, cabelo loiro, pele clara e estatura faziam dele um exemplo da raça pura, um modelo para a Juventude Hitlerista. Então, os alemães o entregaram à uma família nazista... O que seus olhos vivenciaram o transformaria para sempre. Afinal, ele deveria ou não lutar pela humanidade? De qual lado deveria estar? Uma escolha difícil que faz desse livro um romance arrebatador.









O Pianista - Wladyslaw Szpilman

Neste livro, um jovem e talentoso pianista recupera suas memórias e as de seus parentes no Gueto de Varsóvia, durante a Segunda Guerra Mundial. O autor narra a deportação e morte de toda a sua família, construindo um documento emocionante sobre o Holocausto. Roman Polanski se inspirou no livro para digirir o filme homônimo, vencedor do festival de Cannes.












Escondendo Edith - Kathy Kacer

Este livro mostra o drama de uma garota judia de seis anos que precisa enfrentar os horrores da Segunda Guerra Mundial.
Edith Schwalb tem apenas seis anos quando Hitler invade a Áustria. De repente, a garotinha se vê obrigada a deixar uma vida confortável em Viena para entrar em uma rotina de fugas e incertezas. Primeiro, sua família se muda para a Bélgica, mas é perseguida e foge para a França.
Lá, seu pai é preso pelos nazistas e enviado 
à um campo de concentração. Perante a difícil situação, sua mãe resolve enviar seus filhos caçulas Edith e Gaston para um abrigo na cidadezinha de Moissac, que acolhe crianças judias.
Todos os cidadãos de Moissac guardam o segredo das crianças. A casa é dirigida pelo casal Shatta e Bouli Simon, que ensina às crianças técnicas para sobreviver.
Apesar de muito nova, Edith se depara com perguntas difíceis. Por que sua mãe a abandonou? Ela não a ama? Será que eles estão mesmo seguros em Moissac? Em quem confiar? Um dia sua família se reencontrará?
A partir da comovente história de Edith Schwalb, Kathy Kacer constrói uma narrativa emocionante, que mistura literatura e biografia.
Escondendo Edith tem o objetivo de mostrar os horrores do Holocausto para as crianças, para que episódios como este nunca mais voltem a acontecer.


Resistência: A História de uma Mulher que Desafiou Hitler - Agnès Humbert


No verão de 1940, quando a ocupação nazista na França se tornou irremediável, a vida da historiadora de arte Agnes Humbert tomou um rumo surpreendente. Inconformada com a dominação nazista, movida por uma coragem ímpar e com o apoio de seus colegas do Museu do Homem em Paris, Agnès fundou um dos primeiros grupos da Resistência francesa. Durante quase um ano, ela e seus companheiros redigiram, imprimiram e distribuíram o jornal Résistance, além de panfletos e outros textos contra o governo de Vichy.
A rede de rebeldes do Museu do Homem, improvável porém eficiente, conquistaria um lugar de trágico destaque na história da Segunda Guerra Mundial. Em 1941, muitos dos seus membros, incluindo o carismático líder Boris Vildé e a própria Agnès, foram traídos por um espião e entregues à Gestapo. Presos, sete dos homens foram condenados à morte e executados por um pelotão de fuzilamento. As mulheres foram deportadas para a Alemanha como trabalhadoras escravas.
Em "Resistência", esses eventos são descritos com um imediatismo pulsante, que percorre cada página do diário secreto de Agnès, publicado inicialmente na França em 1946 e depois esquecido. Até a sua captura, nos primeiros meses de 1941, Agnès registrou os fatos dia após dia, e suas anotações nos permitem acompanhar cada passo dos primórdios da Resistência. Feita prisioneira, ela não tinha mais como escrever em seu diário. Contudo, ao ser libertada em 1945, dedicou-se a repassar os fatos em sua memória para registrá-los ainda no calor dos acontecimentos.
Com humor, inteligência e ironia, Agnès constrói uma narrativa única, um ponto de vista original sobre esse período obscuro e dramático do século XX. A delicadeza de suas observações cativa o leitor. Apesar de fisicamente debilitada e espiritualmente exausta, ela ainda é capaz de se preocupar com a saúde da mãe e a situação dos filhos. Quando seu filho Pierre a visita na prisão de Fresnes, Agnès se ressente da degradação daquele momento e lamenta consigo mesma por não poder evitar que ele tome parte naquele teatro do absurdo.
Recusando-se, inclusive nos dias mais duros, a ceder e a abandonar sua compaixão, Agnès revela aos poucos, com habilidade e um toque de sarcasmo, a profundidade de seu ultraje e de suas convicções. Escrito com o vigor dos eventos recém-vividos, "Resistência" é o testemunho do espírito indomável de uma mulher, e um tributo eloqüente ao sacrifício e à coragem dos seus camaradas que não sobreviveram.


A vida em tons de cinza - Ruta Sepetys



1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos. "A vida em tons de cinza" conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias. 

O Diário de Anne Frank - Otto H. Frank e Mirjam Pressler

12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente seguiu para Auschwitz e mais tarde para Bergen-Belsen.











O menino do pijama listrado - John Boyne


Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os Judeus. Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. "O Menino do Pijama Listrado" é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Inverno na Manhã - Janina Bauman


Em um relato pessoal e tocante, Janina Bauman nos revela as experiências e emoções de uma adolescente de família próspera que sofreu os horrores de ser judia numa terra controlada pelos nazistas.
Quando Hitler invadiu a Polônia em 1939, Janina tinha 14 anos. Nos seis anos seguintes ela enfrentou a luta pela vida e os dilemas da adolescência, o medo e a perda da inocência, a fome e as primeiras emoções do amor.
A partir de seus diários da época — escondidos durante a guerra e reencontrados intactos após o conflito —, a autora retorna a esses duros anos, apresentando-nos sua família, as amizades surgidas do infortúnio, a fuga do gueto de Varsóvia, a vida em esconderijos.
Uma história extraordinária de sobrevivência, coragem e paixão pela vida.
“Durante a guerra aprendi uma verdade que geralmente preferimos não enunciar: que o mais brutal da crueldade é que ela desumaniza suas vítimas antes de destruí-las. E que a luta mais árdua de todas é permanecer humano em condições desumanas.” 



Uma Criança de Sorte - Thomas Buergenthal



Muito já foi escrito sobre os horrores do Holocausto, mas não há história mais emocionante que a de Thomas Buergenthal em "Uma Criança de Sorte". À primeira vista, parece não existir sorte alguma em sua vida: ainda não tinha seis anos quando ele e seus pais foram obrigados a viver num gueto na Polônia e, em 1944, aos dez anos, foi enviado à Auschwitz com sua família. Após ser separado dos pais, o pequeno Thomas, forte e esperto, trabalha para escapar da morte nas câmaras de gás, e assim consegue resistir à tragédia que assolou o mais conhecido campo de concentração da Segunda Guerra Mundial. Quase um ano depois de sua chegada a Auschwitz e de sobreviver à Marcha da Morte e a Sachsenhausen — outro campo de concentração sob o comando da guarda alemã —, onde sofreu severamente com a fome e o frio, Thomas enfim estava livre... e sozinho. Thomas Buergenthal relata, nesta autobiografia traduzida para mais de dez idiomas, todos os incríveis detalhes de uma história comovente, para que o Holocausto seja finalmente compreendido “através dos olhos daqueles que sobreviveram à ele”.

Jogando Xadrez com os Anjos - Fabiane Ribeiro

Inglaterra, 1947. A Europa encontra-se devastada pela Segunda Guerra Mundial, assim como o coração de Anny. A garota de oito anos vê seu mundo desmoronar ao receber a notícia de que não poderá mais viver com os pais e terá que se mudar de casa levando pouco mais que seu tabuleiro de xadrez. Tudo parecia um pesadelo, até que surge Pepeu, um jovem misterioso que mudará para sempre a vida de Anny, levando-a a aprender sobre o mundo e a viver momentos emocionantes sem sair dos canteiros de seu pequeno jardim. Ao lado de anjos que são colocados em sua jornada, a doce menina aprende a enfrentar as dificuldades através de lições de abnegação, fé e amor verdadeiro.






A chave de Sarah - Tatiana de Rosnay

Julia Jarmond é uma jornalista Americana que vive em Paris há 25 anos e é casada com o arrogante e infiel Bertrand Tézac, com quem ela tem uma filha de onze anos. Julia escreve para uma revista americana, e seu editor pede que ela cubra o sexagésimo aniversário da grande concentração no Vélodrome d’Hiver – um estádio no qual dezenas de milhares de judeus ficaram presos antes de serem enviados para Auschwitz.

Ao se aprofundar em sua investigação, Julia constata que o apartamento para o qual ela e o marido planejam se mudar pertenceu aos Starzynski, uma família judia imigrante que fora desapossada pelo governo francês da ocupação, e em seguida comprado pelos avós de Bertrand. Ela resolve descobrir o destino dos ocupantes anteriores. É revelada então a história de Sarah, a única dos Starzynski a sobreviver.

A família de Sarah foi uma das muitas brutalmente arrancadas de casa pela polícia do governo colaboracionista francês. Michel, irmão mais novo da garota, se esconde em um armário, e Sarah o tranca lá dentro. Ela fica com a chave, acreditando que em poucas horas estará de volta. Julia é então impelida a retraçar a sofrida jornada de Sarah em busca de liberdade e sobrevivência, dos terríveis dias em campos de concentração aos momentos de tensão na clandestinidade, e por fim seu paradeiro após a guerra. E à medida que a trajetória da garota é revelada, mais segredos são desenterrados.

Ao escrever sobre o passado da França com uma clareza implacável, Tatiana de Rosnay oferece em A Chave de Sarah um contundente retrato da França sob a ocupação nazista, revelando tabus e negações que circundam este doloroso período da História francesa.


Então é isso, gente! Espero que tenham gostado do post ♥ Se souberem de mais livros com esse tema, por favor, deixem nos comentários!

xx :)