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27 de setembro de 2015

Abandonaaaaaaado por você (8)

Quem nunca começou a ler um livro e abandonou?
Eu já abandonei inúmeros... alguns voltei a ler depois, mas uns ainda estão la "abandonados" na estante...
Não sei com vocês, mas eu tenho que me apaixonar pelo livro para ler. Só que muitas vezes compro e desencanto rs' e depois de algum tempo vejo ele lá na estante e me interesso de novo!
Já julguei vários livros pela capa e me surpreendi depois que comecei a ler!
Então vamos ao TOP 5 dos livros que abandonei

1) 50 tons de cinza


Não gostei do livro... Não é pelo assunto, mas sim pela linguagem. Achei muito repetitivo e a linguagem realmente me incomodou. Li só metade e parei. Acho que não vou terminar.


2) Toda luz que não podemos ver


Li um pouco mais da metade, mais me entediei um pouco, então parei de ler. A história é boa, o enredo é bem feito e os personagens são bem trabalhados. Talvez eu termine de ler.


3) Carta de Amor aos mortos


Não gostei do estilo do livro, essa história de escrever para gente morta, sei lá!. Li os primeiros capítulos e como não gostei, já troquei pelo Skoob.


4) O menino da mala


Li o primeiro capítulo e não lembro por que abandonei! hahaha

5) Morte súbita


Entediante demais pra mim! Li os três ou quatro capítulos, achei a leitura pesada, e não fiquei com vontade de terminar.


Mas para provar que alguns têm uma segunda chance, vou falar de Melancia:


Eu ganhei há alguns anos de aniversário... Comecei a ler, mas achei a história meio triste e parei. Um tempo depois retomei a leitura e devorei o livro em dias. A história de uma mulher que é traída, passa por uma fase toda depressiva, se sente gorda como uma melancia, e que consegue dar a volta por cima e se valorizar...

Eu acho que tudo o que nós lemos depende muito do nosso estado de espírito, sério! Ás vezes no identificamos com algum livro e depois mudamos de opinião, ou contrário... Mas eu acredito que devemos tentar ler todo o tipo de livro, com todo o tipo de história, se você abandonar, tudo bem!
Se não abandonar, descobre mais uma paixão !





20 de setembro de 2015

Minhas coleções, Parte 2

Continuando ao post da semana passada (confira AQUI ) vou mostrar mais um pouquinho dos livro que estão pela minha estante!

Rick Riordan



Quem nunca ouviu falar dos deuses gregos? Impossível né? Gostei razoavelmente dos livros do Percy Jackson, particularmente acho que as adaptações deixaram a desejar, mas está aqui e faz parte da minha estante!

Lauren Weisberger


                                                                                     Miranda!! O diabo em pessoa!
Tanto o livro quanto o filme são bons! Achei a adaptação muito coerente com o livro e estou super ansiosa para o segundo! Ela tem mais alguns livros, mas minha lista está muito cheia rs então vou esperar um pouco para adquirir os outros


Stephenie Meyer


Sim, eu me apaixonei por Edward Cullen no ensino médio! ! #mejulguem
Foi uma das minhas primeiras sagas e fiquei que nem besta esperando por "Sol da meia noite" kkkkk
Acho que nosso gosto literário vai mudando conforme ficamos mais velhos (ainda bem hahaha)


Veronica Rith


Maais uma saga atual, que se tornou uma febre. Eu gostei muito dos livros, achei a história muito bem escrita, bem contada, os personagens são complexos. O filme é bom, mas acho que deixa um pouco a desejar. Mas como sempre, não podemos comprar muito livro e filme.


Clássicos:


Tabom, não cresci tanto assim hahaha como não amar esses clássicos? Fala sério, eu amo Alice nos País das Maravilhas e quando vi esse box (MARAVILHOSO) na bienal ano passado, não pensei duas vezes em comprar!


Carlos Ruiz Zafón


Esse box eu adquiri recentemente, comecei a ler "A sombra do vento" então ainda não sei bem o que falar sobre... Assim que eu terminar, vai ter resenha \o/



19 de setembro de 2015

Resenha: Capitães da Areia - Jorge Amado

Esse ano eu estou fazendo cursinho e sim, boa parte dos meus gastos em livrarias agora são destinados às leituras obrigatórias.
Comecei com Viagens na minha Terra e depois, louca por um vocabulário mais próximo do meu, fui para Capitães da Areia.
Eu não sou muito de escrever resenhas aqui, talvez porque eu falo demais, talvez porque não sei fazê-las direito, talvez porque me perco na crítica interessada em recomendar os livros. Enfim, enfim, enfim.
Eu vou tentar.


Capitães da Areia é um clássico brasileiro, pertencente à Segunda Fase Modernista - a chamada Prosa de 30, que possui certo tom de denúncia atrelado aos temas regionalistas, quase sempre retratando os problemas do Nordeste do século XX, relacionados à seca, ao descaso, às disparidades sociais e toda a problemática do retirante.
É uma fase da nossa literatura que, particularmente, possui um tom agridoce aos meus ouvidos, porque ao mesmo tempo que acho de importância extrema que todos esses pontos sejam muito bem escancarados para a população em geral, ainda dói um pouco saber que tantas pessoas já sofreram com a desigualdade que ainda existe em nosso país, dói muito saber que essas mesmas pessoas - responsáveis por erguer tantos e tantos prédios em São Paulo nos quais hoje, se tentassem adentrá-los, teriam grandes chances de serem barrados. Dói MUITO ter que conviver com o preconceito que meus conterrâneos têm com os nordestinos, e dói ainda mais pensar em tudo o que meus bisavós, alagoanos, certamente passaram aqui em São Paulo. Mas ainda mais do que isso, o que dói na alma e abre uma ferida jamais capaz de ser cicatrizada, é saber que ainda há muito o que melhorar em determinadas aéreas do sertão nordestino para que esse povo, tão sofrido, tão julgado, menosprezado e explorado, tenha enfim condições dignas, condições que não poderiam nunca faltar a nenhum ser humano, mas que, infelizmente, são a realidade invisível que boa parte do país prefere não ver, prefere atirar pedras sem nem enxergar o que há por trás do véu, prefere vociferar ignorâncias ao invés de ter o mínimo de empatia.
Dado meu desabafo, vamos ao livro em si.

Capitães da Areia conta a história de meninos órfãos, abandonados, esquecidos e de pouca importância que, em Salvador - a cidade da Bahia, formam um grupo de delinquentes-mirins a roubar, enganar e estuprar pela cidade.
Nele conhecemos alguns desses meninos: Pedro Bala, o líder dos capitães, órfão de pai e mãe - o pai era líder de uma classe de grevistas, é bom salientar. Sem Pernas é coxo e carrega em si toda a raiva de uma criança que já apanhara da polícia, além de enganar moradores de casarões da cidade afim de se infiltrar nas casas para facilitar um posterior roubo. Pirulito prende-se à religião e encontra nela uma forma de conforto. Boa Vida rouba um ali e outro acá, mas sem muito comprometimento aos planos do grupo. Gato é malandro, mente como ninguém. Volta Seca, afilhado de Lampião, sonha em fazer parte do grupo de cangaceiros. Professor é o único que sabe ler, além de ter um talento natural para às artes plásticas. João Grande é corajoso, alto e conhecido por proteger os mais novos. E Dora, ah, Dora, garota que perdeu os pais para a bexiga - varíola, passa a ser uma importante personagem do trapiche, onde todos moram. Além deles, ainda conhecemos o padre José Pedro, que aos poucos se torna amigo do meninos do grupo com o objetivo de fazer alguma mudança na vida deles. Dona Aninha e Querido-de-Deus também fazem parte da vida dos garotos.
O enredo é baseado na história de vida de cada um dos personagens principais e em suas aventuras em Salvador, desde o dinheiro que Professor consegue ao desenhar os abastados do centro até os cínicos discursos de Sem Pernas para comover senhoras em suas mansões. A linguagem é coloquial - marca do Modernismo, e de fácil entendimento. A cronologia dos fatos é facilmente entendida e Jorge Amado fez um brilhante trabalho ao nos aproximar da realidade dos garotos por meio da linguagem e da descrição da cidade e de seus habitantes e costumes.

No meio de suas aventuras, entramos no trapiche e encaramos a vida de crianças que foram obrigadas a abdicar de suas infâncias em nome da sobrevivência. É fácil de engolir as condições nas quais eles vivem? Não. É difícil conter o choro em algumas partes? Sim.
O histórico de abandono e negligência por parte da sociedade, que mostra logo nas primeiras páginas do livro um grande problema da sociedade brasileira até hoje, o que querer medidas imediatistas e paliativas, que não mudam a raiz do problema e apenas o mascaram por algum tempo, é algo que fica entalado em nossas gargantas até a última página, já que nos questionamos a todo o momento onde se perdeu a assistência, a humanidade e a empatia de todos os envolvidos - governantes, civis, filantropos. 
O romance nos traz o lado da moeda que na maioria das vezes não enxergamos quando noticiam um assalto realizado por menores. O fato de que eles são criminosos é romantizado? Não, na verdade é bem escancarado e escrito em letras garrafais, ninguém tem dúvida de que sim, eles estão errados de forma ou de outra, mas Jorge Amado nos traz o que seria uma justificativa para os crimes cometidos, quando repete, inúmeras vezes, que os meninos não têm alternativa, que eles não enxergam perspectiva, que a realidade deles é como a visão de um míope. 
A análise desse contexto vai de cada um, depende de posições ideológicas, conhecimento e visão de mundo e enfim, da opinião mesmo: seriam os garotos os únicos """culpados""" pela situação na qual estão? Seriam """vítimas""" do próprio destino? Poderiam mudar suas vidas? Encontrar outro caminho? Eu não sei. Na realidade, tenho a minha posição quanto a esse assunto muito bem definida, mas prefiro me abster de comentários - por mais que já tenha falado demais, e deixar para uma posterior reflexão de vocês, de preferência, depois de terem lido o livro.
O fator comum é: essa realidade é preocupante. Essa realidade só piora. Crianças que nem mesmo completaram 10 anos de idade hoje podem ser vistas viciadas em drogas pesadas, vivendo sob viadutos e financiando a própria válvula de escape com o dinheiro alheio.
Mas Jorge Amado possuía grande simpatia com os ideais comunistas e ele os usa como a solução do problema denunciado, sempre polarizando a sociedade em ricos opressores e pobres explorados, com a famosa luta de classes que impera na raiva que muitos dos meninos demonstram em suas personalidades. Sim, preciso dizer que a utopia e que o maniqueísmo muitas vezes transbordado das páginas amareladas me deixa um tanto quanto desconfortável, já que foge um pouco do que nós já enxergamos como realidade e constrói um certo clima de solução milagrosa que estaria escrita nas palavras de Marx e acabaria com todos os problemas sociais do Brasil - isso é apenas a minha opinião sobre o assunto, para deixar claro, mas não, isso não tira uma verdade muito bem denunciada: nós precisamos fazer algo. Precisamos mudar essa situação. Não é possível que tenhamos naturalizado o menor infrator, que aceitemos como condição inerente e que agora não conseguimos mais enxergar por trás das grades. Não é aceitável que crianças continuem a perder sua inocência, seu direito de brincar e ir ao colégio, sua licença de não entender o mundo como ele é. Precisamos fazer algo. Agora. Eles também são a nossa responsabilidade, a nossa sociedade, o nosso país, a nossa vida! Talvez você não acredite em mudar o comportamento humano, mesmo se tratando de crianças, mas que tal então mudar a realidade antes mesmo deles entrarem em contato com ela? Vamos nos mover, participar mais de projetos sociais, de projetos políticos que incluem a sociedade, de movimentos que discutem e promovem mudanças. 
No fim, é isso que o autor planta em cada leitor: a desesperadora vontade de mudar a realidade. Eu já comecei algumas pequenas mudanças ao meu redor.
E você?

E aqui está o motivo pelo qual não escrevo resenhas: elas se tornam mais um texto dissertativo do que uma resenha em si #fail.
Mas espero que tenham gostado e que se interessem por esse livro incrível!

13 de setembro de 2015

Minhas coleções, Parte 1

Hoje eu vou falar um pouquinho de algumas sagas, séries e coleções que compõe minha estante... Eu vou dividir o post para não ficar muiiito longo ! Qualquer dúvida sobre as coleções, se você quer comprar e ainda não se decidiu, se gostou, se não gostou... Comenta aqui :)

Dan Brown

Eu absolutamente amo os livros dele! A leitura é dinâmica e cada capítulo termina com uma questão, que te faz ler o próximo capítulo, que vai terminar com algum ponto de interrogação, que faz ler o próximo e o próximo e quando você se da conta, o livro acabou! rs Ta faltando um livro na livro, que eu cometi o erro de emprestar e nunca mais recebi de volta  =/
O meu preferido é Inferno, tanto que até comprei a versão ilustrada, que estava na promoção na Livraria Leitura por R$29,90.


Jhon Green


Não podia faltar né?
Como já falei algumas vezes, sua Monalisa é "A culpa é das Estrelas" mas os outros livros também são bem bacanas... Eu acho o Jhon Green um autor muito versátil, isso faz com que seus livros sejam muito diferentes... Por exemplo o Dan Brown tem os livros muito semelhantes, ao ler da pra perceber a linguagem e até mesmo a estética do livro identificam seu autor...
Já o Jhon Green consegue se adaptar e isso é muito bacana também!
"A estrela que nunca vai ser apagar" não é dele, mas como foi a inspiração de "A culpa é das estrelas", coloquei aqui também.


Harry Potter


Sim eu sou a louca do Harry Potter e daí? hahahaha Eu praticamente comi os livros! Na época peguei uma promoção na submarino e comprei a saga por R$ 69,90 e ainda ganheis os contos.Ganhei um vira-tempo de aniversário de uma amiga (esqueci de por na foto)... Eu quero muuuuuito a edição de colecionador, mas vamos esperar por promoções hahahaha


Paulo Coelho


Eu era preconceituosa com ele, admito. Então um dia vi a capa do "Veronika decide morrer" na biblioteca (sim pessoas, biblioteca! ) e me interessei pelo livro... Foi amor a primeira lida!  hahaha Comecei a comprar outros livros do autor e sinceramente percebi que meu preconceito era bobo, e apesar de muitas pessoas o acharem um péssimo autor, eu gosto. E gosto por livros é muito particular, então vamos deixar esse PRECONCEITO LITERÁRIO de lado e nos entregar a novas leituras!
Tem alguns livros recentes que ainda não comprei, mas pretendo !


Bernard Weber


É um box chamado "A revolução das formigas". Há alguns anos atrás eu fiquei beeem interessada no assunto formigas (não sei por que hahahaha) E quando vi esse box me interessei ! O livro é sobre algumas pessoas que se inspiram no modo de vida tão organizado das formigas, para organizar suas próprias vidas. Eu ameei as histórias, os livros do box são continuações, e são realmente legais. (apesar de ser um assunto estranho rs)


Suzanne Colins


A febre atual, praticamente devorei também!  O filme é muito bom, apesar de ter mudanças bem bruscas em algumas partes. Não poderia ficar de fora, porque é uma história muito boa mesmo. A saga prende a leitura, e sofremos junto com a Katniss. E torcemos para a sorte estivesse à favor dela!








8 de setembro de 2015

Resenha: O menino que pedalava - Cassia Cassitas

   "O menino que pedalava" é mais um livro da autora nacional Cassia Cassitas, lançado inicialmente nos Estados Unidos e posteriormente no Brasil (agora no segundo semestre).
   Assim como "Fortuna, a saga da riqueza", Cassia nos presenteia com um livro tocante e detalhista, com muitas reflexões.
   No livro conhecemos a história de André, que nos é apresentada desde antes de seu nascimento. O menino é um ciclista, todavia usa próteses nos pés, devido a uma deficiência. Durante toda a sua vida, o garoto esteve envolvido no meio das Olimpíadas, porque seu pai, Mário, e sua mãe, Elisabeth, trabalhavam com isso. A história se passa em Curitiba, porém nos leva para outros lugares e países.
   Com uma inteligência gigantesca, André não tem limites para sonhar, e sonha alto! Ele faz viagens e tem como meta fazer parte da seleção brasileira da Copa Brasil de Paraciclismo de 2012.
   Logo quando decidiu treinar, André integrou a equipe curitibana de ciclismo, que realizava seus treinamentos todos os domingos no velódromo do Jardim Botânico. Lá ele conheceu várias pessoas, como Mainara, que acabou tornando-se uma grande amiga.
   Cassia nos leva para vários países, nas Olímpiadas de Atenas (2004) e Pequim (2008), e o livro gira em torno dos Jogos Olímpicos de 2016 do Rio de Janeiro.
   Aprendemos muito com André, e seu esforço para conquistar tudo o que quer e objetivou para sua vida nos trazem uma enorme lição: apesar de todos os empecilhos que a vida coloca na nossa frente, todas as dificuldades existentes, é preciso sonhar e acreditar em si mesmo sempre.
   Fora do Brasil, o livro fez muito sucesso, recebendo os mais diversos elogios dos leitores, e no Brasil o livro está fazendo e fará um sucesso maior ainda (será lançado agora em setembro). Obrigada, Cassia, por essa história de vida maravilhosa.

P.S.: o livro tem um site em inglês, caso queiram dar uma olhadinha, clique aqui
Em português, o site do livro é esse



Resenha: Eu sou o mensageiro


"Venha conhecer Ed Kennedy. Dezenove anos. Um perdedor.
Seu emprego: taxista. Sua filiação: um pai morto pela birita e uma mãe amarga, ranzinza. Sua companhia constante: um cachorro fedorento e um punhado de amigos fracassados.
Sua missão: algo de muito importante, com o potencial de mudar algumas vidas. Por quê? Determinado por quem? isso nem ele sabe.
Markus Zusak, autor do best-seller A Menina que Roubava Livros, nos fornece essas respostas bem aos poucos neste incomum romance de suspense, escrito antes do seu maior sucesso. O que se sabe é que Ed, um dia, teve a coragem de impedir um assalto a banco. E que, um pouco depois disso, começou a receber cartas anônimas. O conteúdo: invariavelmente, uma carta de baralho, um ou mais endereços e... só. Fazer o que nesses lugares? Procurar quem? Isso ele só saberá se for. Se tentar descobrir. E, com o misto de destemor e resignação dos mais clássicos anti-heróis, daqueles que sabem não ter mesmo nada a perder nesse mundo, é o que ele faz.
Ed conhecerá novas pessoas nessa jornada. Conhecerá melhor algumas pessoas nem tão novas assim. Mas, acima de tudo, a sua missão é de autoconhecimento. Ao final dela, ele entenderá melhor seu potencial no mundo e em que consiste ser um mensageiro."

O que eu achei:
Adorei a leitura! Ao mesmo em que devorava o livro, não queria que acabasse! rs'

É uma história muito diferente, sem aquele enredo de mocinho e mocinha, vilão, nem nada do tipo...
Ed passar de um fracassado a uma pessoa importante e percebe que qualquer um pode ajudar a mudar o mundo de alguém... Conforme ele recebe suas "missões", ele aprende que cada pessoa é única e precisa de algo muito particular para melhorar seu dia ou até mesmo sua vida. A complexidade dele e suas dúvidas, me fizeram esquecer que ele tinha apenas 19 anos!
O tchã do livro: Quando ele receber suas "missões" ele tem que descobrir sozinho o que precisa fazer. Então ele desenvolve uma técnica de observar as pessoas, e só depois descobrir o que eles precisam. E com isso ele percebe que todos podemos fazer isso, observar e ajudar.
Ao longo do caminho ele agrega valores e aprende muito com as pessoas com quem encontra e nos passa uma mensagem de confiança.
Vale a pena ler!

O livro é de brochura, tem 320 página e custa R$16,90 na submarino.





4 de setembro de 2015

Ler em excesso?

"Não são livros. Nem histórias e muito menos mera decoração.
Ela encara o amontoado de vidas a sua frente e suspira. Qual seria a próxima a viver?
Procura por entre as lombadas algum entusiasmo ou, quem sabe, pessoas a despertar certa empatia por ela.
Procura alguém para tomar como seu, emoções capazes de ultrapassar as páginas amarelas e lágrimas a manchar a base que cobre o seu rosto.
Restam apenas alguns.
A última promoção em uma livraria foi há muito tempo e ela não pagaria valores cheios.
Mas o baixo número contabilizado por sua precária matemática faz ressurgir a onda de terror.
Ela precisa de mais."

Ei, você, não deixe de viver a sua vida para viver a os outros!
Não, não estou aqui para criticar a vida de ninguém e muito menos escrever sobre aquela chatice do maniqueísmo, antes de tudo.
Mas ultimamente eu ando percebendo algumas coisas que me incomodaram profundamente. Coisas como pessoas que usam do hábito da leitura como um escapismo intenso da sua vida real. Pessoas que mergulham nos enredos e personagens e se esquecem até da própria personalidade. Pessoas que buscam nos livros vidas mais legais e pessoas mais entusiasmadas do que no mundo real. Pessoas que fogem permanentemente de problemas com livros. Pessoas que usam de histórias fictícias para ter uma fagulha de vivacidade em suas vidas reais, criando novos mundos e sem coragem para sair da bolha.

Ei, gente, o mundo aqui fora é bem mais legal, e eu digo com a experiência de uma pessoa que já foi exatamente como eu descrevi inúmeras delas no parágrafo acima.
Sim, eu já fui a menina do textinho que escrevi.
Já fui a pessoa que teve sua adolescência marcada por um consultório de terapia e problemas bem grandes de aceitação com o que estava acontecendo comigo. Ter problemas de ordem psicológica não é fácil, e para suprir a minha necessidade de ter cores na vida, já que na realidade eu não conseguia mais ser uma pessoa normal, eu iniciei uma louca maratona de leituras que demorou para que eu conseguisse terminar. É aquele velho clichê de procurar em outros cantos o que a sua esquina não consegue ter mas, ao invés de aprender com as ruas desconhecidas da cidade e aplicar o conhecimento no seu lugar, você prefere continuar vagando por aí.
Superei tudo? Sim, ainda bem. Livros continuam a ser um problema para a minha conta bancária, mas nunca mais os enxerguei como uma substituição à vida que eu não tinha, porque agora eu tomei controle dela. 

Livros são incríveis e eu poderia ficar um ano aqui para descrever todos os seus benefícios e encantos? Sim, com toda a certeza do mundo, MAS, existe uma tênue linha que separa a leitura saudável de uma certa dependência que criamos para que o mundo continue colorido. Então, não sei todos os motivos que levam alguém a abdicar de viver a própria vida para se deliciar com vidas fictícias, mas posso citar os que eu conheço: problemas psicológicos - o meu caso, que transformam a sua vida em um furacão. Problemas sérios de saúde, com a própria pessoa ou com pessoas queridas. Problemas de socialização, que acabam por afastar a pessoa do convívio familiar e também a privam de ter amigos e criar laços. Problemas de autoaceitação. Grande insatisfação com a vida pessoal. 
Não há nada de errado em usar a leitura como um escapismo do mundo real - pesquisas comprovam. Fugir da realidade é uma coisa boa sim, só não deixem que isso tome conta de vocês, como um vício que nunca é completamente saciado, como uma dependência doentia que arranca todas as suas energias e te faz ter a sensação de que está tudo bem - e até melhor. 

Sou psicóloga? Não.
Posso ter falado alguma besteira? Sim.
Me arrependo? Não.
Por que? Porque espero que essa sacudida possa servir para ajudar alguém que, por algum motivo, está se privando de ver o mundo com os próprios olhos para enxergar pelas lentes de celulose. Porque eu espero que quem precisa de ajuda profissional tome coragem e a procure - eu sei que não é tão simples quanto parece, digo com conhecimento de causa. Porque eu espero que todo mundo que passa por isso hoje supere seja lá o que o impede de andar com os próprios pés. Porque eu espero, principalmente, que essas pessoas consigam escrever suas próprias histórias. Com as próprias mãos, pés, braços, olhos e sorrisos.

Eu sofri muito para aceitar que estava usando os livros para substituir emoções que eu não mais sentia, sorrisos que eu não mais esboçava e até mesmo lágrimas que eu não mais chorava. Eu sofri para entender que estava usando os livros para fingir que estava tudo bem, porque de uma forma ou de outra, eu incorporava aquelas histórias sempre que as percebia a frente dos meus olhos. Eu sofri para entender que eu estava usando os livros de uma forma nada saudável, porque o escapismo já não era mais ocasional - o que eu disse nos parágrafos acima, e não há nada demais com isso, mas ele era diário. Vinha com ares de necessidade. E eu, ingênua, achava que aquilo só acontecia comigo, mas fiquei sabendo de muitas outras histórias bem parecidas com a minha e resolvi falar um pouquinho disso aqui. Não há nada de psicologia ou psiquiatria ou qualquer outro ramo da medicina ou neurociência no que escrevi, há apenas uma pessoa que gostaria que as outras refletissem um pouquinho sobre os seus hábitos de leitura, que gostaria que as pessoas pensassem sobre com que olhos estão enxergando a sua estante e o motivo para isso, que gostaria que as pessoas questionassem se o que elas fazem é de fato saudável, ou apenas uma máscara que elas resolveram comprar.

Uma fonte bem interessante que eu usei para ter um pouco de conhecimento para escrever aqui: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/coluna.php?seq_coluna=29
Essa fonte aqui aborda uma vertente bem distinta, mas achei legal compartilhar: http://www.espacoacademico.com.br/035/35pol.htm
Esse artigo do blog "Eu + Livros" também é legal: http://www.eumaislivros.com.br/2013/02/pausa-pro-cafe-ler-faz-mal.html


P.S: estou bem tensa de publicar isso e ser mal compreendida, então espero que todos entendam e, caso não, por favor venham me perguntar para que eu possa esclarecer tudo hahahaha.
1 de setembro de 2015

Resenha: Enquanto eu te esquecia


"O que a memória apagou, o coração recorda...Lucie Walker não se lembra de quem é ou como foi parar nas águas geladas da Baía de São Francisco. Encaminhada para uma clínica psiquiátrica, ela aguarda até que um homem chega afirmando ser seu noivo.Entretanto, com seu retorno para casa, essa mulher sem memória vai tomando conhecimento de sua personalidade antes do acidente, da pessoa controladora, fria e sem vida que era, e dos segredos da infância e da família, assim como da situação do noivado e dos mistérios que podem ter provocado o acidente. Será que ela quer isso de volta? Será que essa nova Lucie conseguirá manter o amor por Grady, ou a oportunidade de recomeçar será sua salvação?Intenso, franco e incrivelmente emocionante, Enquanto eu te esquecia é um livro delicado, que nos questiona sobre a maneira que vivemos e nos lembra que sempre temos uma nova chance de ser feliz."

O que eu achei:
Gostei do livro... Não é uma história: noooooossa que emocionante, mas é bem legal. Eu achei um pouco repetitivo algumas partes, mas acho que talvez faça parte das dúvidas repetidas da personagem sem memória...
Lucie sofre de perda de memória dissociativa, acorda na Baía do São Francisco, sem saber o quem é, de onde veio e como chegou até ali. O conflito da personagem com ela mesma é bem interessante... Achei algumas partes meio massantes, mas cada capítulo é do ponto de vista de um personagem, então tem umas pausas pra gente pensar rs


O livro é de brochura, tem 384 páginas e está por R$16,90 na submarino.