Título: 1 Página de Cada Vez
Autor: Adam J. Kurtz
Editora: Paralela
Páginas: 368
Ano: 2014

SINOPSE 

Pense em alguma coisa que deixa você inseguro e escreva o que é em letras enormes. Use o espaço todo! Olhe bem para o que você escreveu. Agora vire a página. No seu primeiro livro, o artista gráfico americano Adam J. Kurtz usa provocações divertidas como esta para fazer o leitor refletir sobre sua vida ao mesmo tempo em que testa a própria criatividade. Como o título diz, cada página traz uma brincadeira diferente. Pode ser uma pergunta, uma sugestão de desenho ou um pedido para que você crie uma lista de músicas para seu amor verdadeiro ou das melhores fatias de pizza que comeu na vida. O autor também pede para o leitor colar objetos inusitados nas páginas do livro e compartilhar nas redes sociais algumas das anotações feitas nele. Uma maneira espirituosa e lúdica de buscar o autoconhecimento.

"As coisas são o que você faz delas."

Se você é um frequentador de livrarias e busca uma história, não leve esse livro. Ou melhor, leve e tenha a oportunidade de contar a sua história.
Subestimado por muitos, 1 Página de Cada Vez perde um espaço reservado nas estantes, pois é julgado como uma segunda versão do "Destrua Este Diário". E a lição de não julgar um livro pela capa, hein? Pode-se dizer que de semelhança só se pode listar o fato de que ambas as obras são classificadas como diários interativos, apenas.
O quanto podemos fazer em um ano? Dia após dia, um mês atrás de outro e no final a gente se frustra, porque nunca se recorda de tudo que já foi realizado. Ainda há aqueles que juram que não fizeram nada que preste. Com 1 Página de Cada Vez, Kurtz nos prova que qualquer um é capaz de realizar e superar as coisas com passos pequenos, e que esses passos pequenos podem se transformar em realizações grandiosas.
Profundo. Reflexivo. Divertido. Não encontrei outras palavras para melhor descrever o livro. Com a correria do dia a dia - seja escola, faculdade ou trabalho - eu lhe pergunto: quantas vezes ou quanto tempo você reservou para si mesmo(a)? Para repensar no dia, nos grandes feitos... Exato! Nós nunca julgamos um tempo para a reflexão importante, ou pelo menos nunca nos priorizamos diante das atividades diárias. 
Para preencher uma página - ou mais - por dia, o livro apresenta uma proposta de um projeto com a duração de um ano. Vai de atividades inusitadas como desenhar bananas até enunciados que nos obrigam a pensar, retornar ao passado... Permita-se pensar ainda que às vezes isso doa.
Sou suspeita de falar bem do livro, porque essas coisas que mexem com criação e interação sempre foram muito a minha cara (alô diy's), contudo 1 Página de Cada Vez tem se tornado uma terapia - bem em conta se levarmos em consideração o custo (risos). Ele tem sido um amigo incomparável. Desabafar coisas que jamais teria coragem de colocar para fora é aterrorizantemente aliviador. Muitas vezes, encontramo-nos sufocados, onde o desejo maior não é receber palavras de apoio ou conselhos; às vezes a gente só precisa mesmo é ser escutado. 
Outro ponto positivo: o autor propõe que interajamos mais com as pessoas ao nosso redor, que afastemo-nos do mundo virtual e paremos por breves minutos para reparar em tudo que está ao nosso redor.
Mas afinal: quem é o melhor? O Destrua Este Diário ou o 1 Página de Cada Vez? Não tem possibilidade alguma de comparar. Os dois livros apresentam uma proposta muito distinta. A obra de Keri Smith caminha para um lado mais criativo, enquanto a de Kurtz para um lado mais reflexivo, maduro.
Procure-o pela livraria, folheie e no final tente não sentir vontade de responder algumas das perguntas ou realizar as atividades. Totalmente cativador. É difícil resistir quando nos dão a oportunidade de falar sobre nós mesmos. É tentador demais.
"Nunca esqueça: você é literalmente uma peça. Ria de ser uma peça e lembre-se de que todo o resto do mundo também é uma."


Imagem retirada do We Heart It.

Há quanto tempo eu não me sentia assim? Perdida, aérea. Ultimamente tenho estado incapacitada de fazer qualquer coisa decente sem ter os pensamentos invadidos pela feição de certa pessoa. Eu juro que não é proposital!
A garganta seca, as mãos suadas, os músculos contraídos, o corpo paralisado e o mais importante: a luta em uma guerra mental para que nenhum desses sintomas transpareça. Sentir tudo isso outra vez e, é claro, as famosas – e clichês – borboletas no estômago, não tem preço.
Eu poderia passar o dia inteiro falando o quão fofo ele fica quando sorri e mostra os dentes, ou listar infinitamente os pontos que me fizeram olhar para ele, ou até mencionar o quão bom foi o destino em me colocar ele no caminho, contudo quando paro para pensar em como tudo começou, reparo que ele sempre esteve presente. Ele é o mesmo garoto que me chega junto comigo na escola todas as manhãs (mesmo que não seja proposital), é o mesmo garoto que está na porta da sala, o mesmo que me zoou na educação física por não conseguir passar a bola, o mesmo que me espera para poder ir embora... Enfim, o que sempre esteve ali.
Percebi isso quando parei de me afundar na rotina do dia a dia e reservei um minuto para respirar. Demorei a reparar e quando o fiz, descobri que ele já havia reparado em mim há muito tempo.
Descrevendo assim, “ele” é aparentemente o meu melhor amigo, mas não é. Estamos nos conhecendo ainda, formando uma cumplicidade que eu espero que seja eterno enquanto dure.
Descobrir o nome, como ele age om os amigos e os pais, o que é prioridade e necessidade, troca de olhares e sorrisos... Dessa fase eu já passei. Agora estou sentada em frente a uma tela, frustrada, porque o insensível não atualiza nenhuma das redes sociais. O lado stalkear sai de mim, mas eu não saio dele, como faz? Ciúmes eterno daquelas garotas com corpo escultural, projetos de modelo, que aparecem nos snaps e no Instagram ao lado dele. Suspiro. Eu também quero. 

É encantador estar apaixonada. Pela primeira vez na vida: eu não estou com medo de quebrar a cara. Assim como ele não vai ser o primeiro, pode ser também que não seja o último.
Sinto-me tão besta e ao mesmo tempo tão feliz. Alguém me diz como sair dessa, por favor? Arg! Impossível ter alguém em estado mais bobo como eu. Como me odeio assim, podia ter sido tudo passageiro.

E vocês, já passaram ou estão passando por algo assim? Comentem, contem ou me aconselhem, porque olha... Estou precisando. Arrisco até a compartilhar alguns conselhos se alguém pedir.
Nada de DIY hoje, porque como já mencionei: não estou conseguindo pensar em nada decente.
Obrigada pela atenção e até a próxima, gafanhotos.