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2 de março de 2013

Entrevista com Cláudio Quirino

Olá pessoal!
O post de hoje é uma entrevista com nosso colunista/resenhista e escritor, Cláudio Quirino! Esperamos que gostem (:




Cláudio Quirino é um escritor participante do gênero policial/paranormal. Com uma experiência comprovada como escritor de contos, participou de algumas coletâneas e de sites com conteúdos voltados para o seu gênero, Atualmente, está finalizando o primeiro romance-solo – CONSPIRAÇÃO BRASILEIRA –, que deverá ser lançado no primeiro semestre de 2013.











  • Livro/Antologias:




          



  • ENTREVISTA


1. Cláudio, você sempre quis se tornar escritor? Se sim, conte-nos o porquê desse desejo. 

   Não, sinceramente não. Antes de começar a escrever os primeiros rabiscos adultos demais para minha pouquíssima idade, eu queria ser aquilo que quase toda criança sonha: astronauta. Depois de um tempo, incentivado pelos meus pais e pela minha própria formação escolar, fui começando a ler e ter muitas referências. Foi, então, que, aos poucos, despertei o interesse; acredito que tenha sido por volta dos 12 anos que escrevi o meu primeiro conto policial, por identificação do gênero. Meu Deus, aquilo era tão simples e sem estrutura (rsrsrsrs..). Mas, aconteceu exatamente nesse momento, entre as primeiras leituras. Difícil imaginar que um garoto que queria ser astronauta acabou se apaixonando pela arte de escrever.

2. Sabemos que você já publicou antologias, juntamente com outros escritores, certo? Gostaríamos de saber como é desenvolver um livro em parceria com outros autores, desde o desenvolvimento até a publicação (já que nem todos moram no mesmo estado ou cidade, como vocês fizeram para decidir a ordem das histórias?). 

Somente no ano passado (2012) comecei a ter certo contato com o organizador da antologia, o Alexandre Durigon e, após longos períodos de conversas, acredito que ele tenha gostado da maneira como eu expressava algumas ideias. Nós pensávamos muito parecidos e era sonho dele poder oportunizar um projeto que viabilizasse vagas para os novos autores da literatura nacional. Enfim, quando veio o convite, aceitei rapidamente, mesmo sem ter muita experiência. A variabilidade dos autores não foi um problema, pois tínhamos sempre um contato muito bom. Com as nossas orientações direcionadas, eles acabaram compreendendo a nossa ideia e da Editora Multifoco e, com esse entendimento, conseguimos alcançar maravilhosos resultados literários, até porque tínhamos autores capazes de abrilhantar a coletânea Contos Medonhos. Após o recebimento dos textos, eles foram rigorosamente revisados para que se ajustassem à proposta. Foi tudo muito tranquilo, delicioso de fazer e trouxe para nós um grande aprendizado. Atualmente, tenho outros projetos em andamento, que seguirão os mesmos princípios.

3. Quais são seus autores e livros favoritos? 
Com tantos autores maravilhosos de que nós dispomos, é quase um sacrifício ter que escolher alguns, dentre tantos. Não tenho muita referência internacional, pois acho que nossos escritores conseguem dar conta de suprir essa necessidade. É fato que, para mim, cada um deles contribuiu de maneira única e incondicional para conferir consistência ao meu trabalho de escritor. Todos eles são importantes, de verdade. Nada do que dizem a respeito da falta de criatividade do brasileiro é verdade, pois eu mesmo sou testemunho do crescimento, da ousadia e das vantagens de ler nacionais. Não tenho preferência quanto a livros. Gosto de diversificar bastante os gêneros e não me condiciono a etapas mais específicas. 

4. Sabemos que você lançará primeiro livro independente, com o título “Conspiração Brasileira”, ainda no primeiro semestre de 2013. O que te inspirou a escrevê-lo? Que resultados você espera depois da publicação? 

Conspiração Brasileira, que é o primeiro volume da série Impactos do Silêncio, foi um grato presente. Digo isso porque as primeiras ideias aconteceram de uma forma misteriosamente estranha. Desde o lançamento dos livros do fenômeno Dan Brown, eu tinha uma necessidade urgente de criar um mundo ambientado no Brasil e, com elementos tipicamente nacionais, desenvolver um enredo composto pelos mesmos moldes literários: códigos, anagramas, alegorias, arquitetura, história da arte, entre outras motivações. Não sei explicar bem, mas acabou dando certo. Enquanto cada capítulo ia sendo escrito, fui percebendo a lógica, o mistério e a paranormalidade do livro. Ele foi ganhando vida própria, personagens me surpreenderam e o desfecho foi inesperado, que também acabou me deixando um pouco confuso, atordoado. A receptividade, com a minha campanha de divulgação, foi uma surpresa. Eu não esperava que todo mundo fosse receber com tanto interesse e curiosidade o livro. Eu não esperava mesmo. Mas, espero que seja um livro que abra a mente das pessoas e que revele grandes verdades, que traga positivas contribuições. 

5. Como escritor, existe uma hora do dia que prefere escrever, ou uma hora que te dê maior ânimo e inspiração? 
Tenho essa coisa toda de preferir sempre a madrugada, embora isso me torne um zumbi ambulante no resto do dia. Sei lá, acho que minha inspiração está melhor, minha cabeça está mais aberta a novas ideias.

6. Quanto tempo você leva para escrever um livro? Como é conciliar a vida pessoal e a de escritor? 
Sou meio lento, essa é a verdade. Minhas pesquisas são demoradas demais e, com isso, acabo atrasando alguns prazos. Mas, admito que estou melhorando bastante. O livro Conspiração Brasileira levou quase dois anos para ser concluído. 

7. Conte-nos brevemente sobre o que se trata seu livro independente. 

  A ideia básica é a de uma antiga fraternidade nacional que se ergue para instaurar a sua política de dominação sobre Brasília. Eles assassinam a família presidencial, sequestram personalidades, explodem prédios, e tudo isso em busca do segredo mais assombroso do nosso país. O que eles não esperavam é que alguns membros aliados ao Governo estivessem envolvidos na busca e preservação desse mesmo segredo. Os dois grupos, que acabam se confundindo por razões óbvias e políticas, se lançam em uma corrida desenfreada, explosiva e reveladora sobre principais prédios da cidade para descobrir as pistas. Em meio a códigos, alegorias, reviravoltas, acontecimentos reais e assustadores que enchem de vida o livro, eles encontram o que procuram nos mais inimagináveis lugares.
   Paralelamente, a vida de alguns personagens principais é abalada por críticas e antigas revelações. Desaparecimentos inexplicáveis acontecem na cidade, um avião é sequestrado e as verdades começam a surgir, quando gravações contando imagens terríveis, pavorosas e revoltantes são encontradas. E, aos poucos, da maneira mais diferente que você já viu, tudo vai ficando claro diante dos olhos do leitor que, em cada capítulo, será tomado por grandes surpresas. 


8. Sabemos que você tem uma amizade muito forte com os outros autores nacionais. Como vocês se conheceram? Nunca disputaram, já que o espaço no mercado brasileiro não é muito amplo? Que dicas dão uns os outros? 

Os autores nacionais são simpaticíssimos. Juro. O conhecimento e a aproximação surgiram em grupos e sites da internet, graças à curiosidade de conhecer trabalhos literários e, com isso, valorizar os nossos. Com afinidades, a gente acaba firmando boas parcerias, amizades consistentes e criando vínculos pessoas muito intensos. Não existe uma disputa em si, existe uma colaboração mútua entre nós, objetivando levar a nossa literatura para todos os cantos do país. E isso dá certo, sabia? Nossas conversas são sempre recheadas de descontração. Sempre que possível, eu busco ter orientações literárias sobre técnicas de publicação, prazos de editoras, os métodos de impressão e, sem esquecer, costumo conhecer a maneira como cada um lida com os resultados da publicação, com o reconhecimento dos leitores e com as expectativas dos próprios autores. É divertidíssimo observar como cada um é diferente, escreve com o coração e parece satisfeito com isso. 

9. Você tem outras atividades profissionais? Elas influenciam no seu trabalho como escritor? 
Sim, além de escritor, sou funcionário público de funções administrativas. Estou cursando Administração, na Universidade Federal do Vale do São Francisco. O que mais influenciam na vida literária é o contato com pessoas, com histórias de vida tão impressionantes e com os comportamentos. Claro que o conhecimento é amplo e propenso a ser incorporado pelo escritor. Mas, essas principais referências acabam sendo geralmente literais. 

10. Sabemos que publicar um livro no Brasil é algo um tanto difícil, já que existem pessoas que não valorizam tanto a nossa literatura. Qual dica você tem para quem sonha em ser escritor, mas não recebe apoio? 

Persistência e nunca deixar de acreditar no potencial. O mercado literário nacional está muito mais aberto, mesmo que algumas editoras insistam em querer barrar o nosso sonho de publicar um livro, limitando as vagas – com as cotas anuais – ou abrindo espaço somente para obras internacionais. O contato com muitos autores é uma ferramenta ótima para trazer conhecimento sobre a proposta dessas editoras. E muitas delas, investem nisso, valorizando nossos escritores iniciantes. Há o modelo da publicação independente, embora mais dispendioso, parece ser um método muito procurado e difundido. Acredito que minha principal dica é não desistir de escrever e continuar mantendo uma boa prática de filiação com outros autores. E procurar conhecer, também, as editoras que estão em busca de novos talentos. 

11. Quais são seus planos para o futuro? Já tem outro livro em mente? 

Embora tenha vários outros projetos em negociação, estou naquele período de curtir o primeiro livro (rsrsrsrsrs..). Por enquanto, eu estou pesquisando para os próximos volumes da série – ‘Candelária, o que realmente aconteceu’ e ‘A Última Revelação’.



Quer conhecer mais sobre o Cláudio? Adicione-o no facebook, ele é super simpático com todos! 

E aí, o que acharam da entrevista? Comentem!

Um beijo,
Renata.



4 comentários:

  1. Gostei da entrevista e me interessei pelos livros desse autor, eu gosto de livros desse gênero literário.

    Beijokas :*
    Blog da Mylloka

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  2. Entrevista maravilhosa! Enfim, conseguir saber mais sobre seu livro, Cláudio. E confesso adorei a resenha. Aguardarei ansiosa a publicação desse livro.

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  3. Amei a entrevisa, também sou igual ele, gosto mais de escrever a noite, mas sou um pouco preguiçosa o que torna o caminho da minha escrita muito lento mesmo.
    Bjos
    Ana Clara
    www.bibliotecavirtu.blogspot.com.

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  4. Conheço-o pela net, e sei que os seus projetos são bem interessantes.


    Lg

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A leitura é uma porta aberta para um mundo de descobertas sem fim. - Sandro Costa

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