Título: Os Matadores Mais Cruéis Que Conheci 
Editora: Multifoco, 2012 (1ª Edição). 

Organização: Afobório. 

Número de autores convidados: 20. 

Número de páginas: 148. 
Autores: Afobório; Luciana Rodrigues; Cláudio Quirino; Juliana Kusiak; Valdison Silvério Barbosa; Ricardo Esteves; Rock; Leônidas Grego; FLRodriguez; Fábio Camini; Guilherme Sakuma; JB Cardoso; Eduardo Miranda; Avlis Rasec; Jowilton Amaral Costa; Chico Vilar; Fabiano Cisticerco; Roberto Kusiak; Jana Laxen; Wuldson Marcelo.


RESENHA POR CLÁUDIO QUIRINO:


   Não parece estranho que o mistério que os crimes instauram dentro da mente humana tem sido objeto de estudo desde os mais remotos tempos; pensar na formação de uma personalidade criminosa, doentia e compulsiva é, mais ainda, um mecanismo que causa grandes curiosidades, da mesma maneira que as evidências deixadas podem desaparecer como névoa que se dissipa no ar. Poucos autores conseguem abstrair verdadeiramente o pensamento que permeia as idealizações dos maiores assassinos que o mundo já conheceu, sem desprezar a realidade tocante de suas vítimas, e retratar cada comportamento, ação e postura com tanta autonomia literária.
   A antologia Os Matadores Mais Cruéis Que Conheci – um grupo de escritores do gênero policial, que assina com a sigla OMMCQC (Editora Multifoco, 2012) – é, dentro da proposta, o veículo que nasceu para pregar uma diversidade tendências cruéis e impiedosas, provocadas pelos personagens mais psicóticos. O crime que eles cometeram não é algo fácil de ser esquecido, principalmente quando se leva em consideração o retrato fiel de cenários agonizantes, a frieza demonstrada nos rostos cada vez mais diabólicos, a postura calculista e a destreza com instrumentos causadores da morte de suas vítimas. E o suspense cresce a cada linha, como se uma navalha mortal de fatos interligados provocasse buracos enormes na garganta; cada conto parece interferir diretamente em um esforço que relativiza a falta de esperança, o último suspiro de vida e o brilho que rapidamente desaparece dos olhos.
   O instinto de vingança, fanatismo religioso, o uso de justificativas implausíveis e os distúrbios mentais mancham com sangue as páginas dessa coletânea de convidados incríveis, muitos deles com nomes carimbados no gênero e, os iniciantes, não deixam de lado a ousadia literária, a criação de personagens assustadores e a criatividade.
   Os Matadores Mais Cruéis Que Conheci é uma coletânea recheada de contos policiais que promete sacudir até mesmo os leitores mais ávidos por perícia em crimes.

   O autor dessa linda resenha é Cláudio Quirino, um dos autores do livro também. E aí, o que acharam? Já leram o livro? Vão ler? Comentem!


6 Comentários

  1. Pra quem gosta de ver o molho de bolonhesa espirrar na parede, unhas e dentes arrancados espalhados pelo chão, cheiro de borracha queimada e coisas do tipo, taí um prato cheio. Eu como e me refestelo, fumando meu cachimbo cheio de fumo irlandês que nunca acende direio, fazendo a maior pose enquanto assisto alguma de minhas vítimas amarrada, se mijando toda porque sabe o que vai acontecer em seguida.

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  2. Eu adoro esse tipo de livro, adoro mesmo, saber como são formados essas criaturas tão assustadoras que são capazes de tudo. Adorei a dica!


    Michelle Boyd
    The Little Things

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  3. Eu não gosto de livros violentos,tenho pavor de fotos sangrentas e aqueles rostos cruéis,seguindo e curtindo aqui.
    http://www.simonebastos2007.com/2013/02/amigos-virtuais.html

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  4. Olá
    Não é muito meu estilo de livro mas mesmo assim me chamou a atenção...
    Beijos

    cocacolaecupcake.blogspot.com.br

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  5. Este livro é uma bronha para quem não tem a coragem de empunhar uma arma e dar conta do recado. Goze, relaxe e goze. Então, os escritores, em total solidariedade com os que sofrem com a violência fazem um pequeno e sangrento retrato, onde a vítima nem sempre é o fraco, e incapaz de se defender. O mal pelo mal, a dor pela dor, a vingança-um prato cheio e frio-gostoso que seja assim. Sublimem, leiam e se divirtam com todo o sangue que rola, com as vítimas que tombam.Eu limpei as ruas dos sacizeiros e larapios baratos que infernizam a vizinhança e emporcalham as praças. Leia, vai ser divertido. Matar ás vezes é divertido como fazer um passeio pelo parque.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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A leitura é uma porta aberta para um mundo de descobertas sem fim. - Sandro Costa

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