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1 de maio de 2015

Indicação de Filme: Livre (Wild)

Oi gente! Tudo bom com vocês?

Hoje o dia está cheio de coisas boas, né? Feriado e frio em São Paulo, e eu já fui mais ambiciosa, hein, hahahaha!
Pro post de hoje eu queria algo um pouco diferente de tudo o que eu já escrevi aqui no blog e, ao mesmo tempo, algo reflexivo. Não sei, sempre fui daquele tipo de pessoa que reflete e filosofa sobre qualquer folha caída ou arco-íris que vê pela frente, gosto de ser assim, de questionar tudo, pensar em motivos, soluções, consequências e, principalmente, de nunca encontrar certezas. Pelo tom do texto, alguns vão questionar o que eu acabei de dizer, mas vocês vão entender ;) Alguns conselhos sobre a minha visão de vida aqui, outras ideias mirabolantes ali, assuntos bem pessoais que eu tive que criar muita coragem para expor e muitos, muitos sonhos.
Para isso, trouxe uma resenha/reflexão que eu escrevi no comecinho do ano sobre o filme Livre, espero que gostem!

"Livre conta a história de Cheryl, uma mulher que após muitos anos conturbados de sua vida, parte em uma trilha pelo Oeste estadunidense, a Pacific Crest (PC) Trail.
Com uma mochila nas costas e memórias de um pai alcoólatra, uma mãe que faleceu com câncer, um casamento falido, traições e envolvimentos com drogas, Cheryl está disposta a enfrentar os desafios de ser uma mulher, sozinha, tentando encontrar respostas em uma trilha que tem paisagens que saem do deserto e chegam à neve, sem comida quente por dias, com pílulas de purificação de água, pessoas estranhas, pessoas boas e pessoas nem tão boas assim. O filme intercala momentos "atuais" da trilha com memórias do passado da protagonista, memórias que contribuíram para que Cheryl estivesse na trilha, memórias que a fizeram que ela é, e que por mais irônico que pareça, podem definir quem ela quer ser.
Livre é muito mais do que um filme clichê de aventuras e de descobrir você mesmo - por mais que eu goste muito deles também. Livre é um filme sobre a vida. Sobre não só a de Cheryl, mas também sobre a vida de todos os que o assistem.
Eu chorei com Livre do início ao fim. Sem pausas. Sem momentos de risadas. Só lágrimas mesmo.
Lágrimas por tantos motivos que eu não conseguiria falar deles sem chorar mais uma vez, mas vamos tentar.
Estou no meio de um período de grandes tempestades torrenciais e bem, eu preferiria que elas saíssem da minha cabeça e migrassem para o Sistema Cantareira, Alto Tietê ou Guarapiranga, porque fazendo cálculos básicos de matemática e analisando o grande período o qual elas permanecem aqui, é possível prever que qualquer possibilidade de racionamento já teria sido descartada.
Mas eu já passei da fase de jogar os problemas para debaixo do tapete", e aliás, quem sabe se eu tivesse resolvido meus problemas, não teria me metido no meio de uma síndrome do pânico fodida. Mas enfim. Hoje em dia eu realmente tento resolver todos, cutucar minha zona de conforto, questionar a mim mesma e sofrer com todo aquele processo de desmembrar o problema para depois, começar o longo e chato processo de resolução.
Além disso, já tive que lidar com a morte da minha avó, que foi mais do que eu poderia suportar com 14 anos, uma lista interminável de sonhos e, de repente, uns bons 10 anos para crescer em um mês.
Minha adolescência não foi nada do que eu queria que ela tivesse sido e o que está acontecendo agora, também não.
Eu tinha planos. Muitos deles. Tinha muito mais motivação do que agora. Mas tudo se foi. 
E agora, eu tento juntar os cacos com uma super bonder vencida que achei na porta da geladeira.
Em uma cena Cheryl diz palavras parecidas com essas "Eu costumava ser boa. O que aconteceu comigo?" E essas mesmas palavras foram mais do que um choque para mim.
E talvez seja por isso que eu assisti Livre até o final. Com muitas lágrimas e soluços, mas assisti.
Porque esse filme era tudo o que eu precisava naquela noite de domingo, depois de uma semana mais ou menos de um dia horroroso. Depois de quase 18 anos de uma vida que eu não posso nem reclamar, nem fechar os olhos para todas as dores que ela já me causou.

Eu não sou com a Cheryl. Não perdi minha mãe, não tenho um pai problemático, um irmão distante, problemas com drogas ou qualquer outro problema que você vai encontrar na vida dela. Talvez só o sentimento de o que é que eu estou fazendo com a minha vida. E os ideais feministas que compartilhamos.
Mas eu também tenho problemas com a minha família, vejo meus planos se desfazerem em minhas mãos, percebo que de repente nada é como deveria, tenho vontade de ligar o foda-se, me sinto no meio de um labirinto sem fim e procuro soluções de formas meio irracionais. Como lendo uma pilha de livros ou escrevendo sobre vidas que nunca seriam a minha.
Mas essa é, provavelmente, quem sabe, a verdade sobre todo mundo. Não só sobre a minha vida ou a de Cheryl. Não sobre os meus problemas ou os dela. Não sobre como eu resolvo isso ou como ela não consegue parar de pensar na mãe durante a trilha. 
Mas sobre qualquer pessoa que um dia veio a nascer nesse planeta chamado Terra.
E a verdade é que life happens. A vida acontece. 
E não adianta chorar ou entrar em depressão porque milhares de planos não deram certo. O que a vida me ensinou nesses 17 anos e oito meses de vida, como se eu soubesse alguma coisa sobre a vida, né foi que não importa o que aconteça, continue a sonhar. A fazer planos. A não desistir. A ter sempre uma ambição. Que seja uma única. Mas que ela exista. Viva por ela. 
Porque a vida acontece.
E milhares de coisas acontecem e quando você percebe, está longe de onde gostaria estar. Porque a vida não é bonita, ela só vai ser quando você decidir. Porque pode parecer trágico, mas são os planos não concretizados que mais te fazem crescer. Aprender. Escrever mais uma linha no caderno de o que não fazer para que alguma coisa dê certo
Mas mesmo assim, milhares de coisas boas também vão acontecer. Você vai conseguir aquela promoção no trabalho. Uma vaga no mestrado que tanto sonhou. Uma viagem para a Polinésia Francesa. Guardar dinheiro o suficiente para casar e comprar uma casa. Trocar de carro. Passar na universidade dos sonhos. Aprender mandarim. Sei lá. Qualquer coisa. E milhares delas vão fazer parte da sua vida.
Só não deixe que os imprevistos tornem essas lembranças opacas.
Só não deixe que um dia nublado em Fevereiro apague todos os outros ensolarados.
Porque mesmo assim a vida continua.
E nem sempre as coisas vão seguir os planos que por décadas você traçou.
Mas não há nada melhor do que ver um plano se concretizar depois de tanto esforço. Seja chegar a linha de chegada da PC Trail ou embarcar em um voo lotado para Paris no começo de Julho. 

Eu tinha muito mais para falar sobre o longa, mas comecei a chorar aqui.
Assistam.
Vocês vão entender.
Assistam.
Vocês vão ver bem mais do que eu consegui transmitir aqui."


2 comentários:

  1. Nunca vi, mas parece ser lindo! anotei :3

    http://sereia-de-venus.blogspot.com.br

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  2. adorei a sugestão! parece ser bom! com certeza assistirei! anotado.

    www.mundomagicodoslivros.com.br

    ResponderExcluir

A leitura é uma porta aberta para um mundo de descobertas sem fim. - Sandro Costa

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