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21 de fevereiro de 2014

Texto: Le train dans la neige

Oi gente!
O post de hoje é um texto de minha autoria, que tive que escrever durante uma aula de Literatura, sobre a minha interpretação da obra Le Train Dans La Neige, de Claude Monet!
Espero que gostem...

http://elisabeth.blog.lemonde.fr/files/2011/08/Monet-le-Train-dans-la-neige.jpg

Os primeiros raios de sol reluziam no horizonte, quando a espessa fumaça denunciou o trem, turbulento e obscuro, que tomava forma a sua frente. O par de olhos amarelos queimava os seus como em um dia de verão, com o céu livre de nuvens e sua felicidade intrínseca. Mas a gélida massa branca, que já sujara seus sapatos surrados e barra da calça, parecia apreciar seus olhos caídos ao explicitar a chegada do inverno.
Ensurdecendo a balbúrdia que se alastrava por cada esquina dos seus pensamentos, o ruído estava cada vez mais próximo do lugar onde decidira esperar: longe da alegria dos que voltam aos lares, mais longe ainda dos que transformar em palavras, a ânsia pela nova imagem que espera a impressionar seus olhos. Como uma solitária folha, por entre os galhos secos das árvores que emolduravam a monótona paisagem, ele já não podia mostrar os dentes, como todos os outros, quando as rústicas portas foram abertas. Só lhe restava sustentar a mala com uma mão, e esconder os dedos restantes, trêmulos, no bolso da calça.
O couro vermelho não era confortável às suas angústias, o turvo e cálido café não fazia efeito em sua garganta, não havia mais neve para exteriorizar o que corria em suas veias, e muito menos a imediata solução para o que enfrentaria era agora possível. Esperar, por trás dos vidros embaçados, se tornara seu destino por hora. Esperar, pelas vestes pretas que seriam uma epidemia, se tornara o destino que não deveria chegar.

Camille Carboni

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