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26 de novembro de 2013

Vertigem


"Não, eu não sei mais explicar o que eu mesma criei e um dia, tive a audácia de questionar. Não, eu não sei mais como perceber meu próprio olhar. Não, eu não sei mais reconhecer as palavras que foram por mim milimetricamente selecionadas. Sim, estou perdida em uma confusão de mim mesma.
Sinto uma tontura em meus pensamentos ao tentar questionar o inevitável, não consigo enxergar propriamente, sinto-me jogada em uma rua estranha sem meus óculos, precisando encontrar o que nem mesmo foi-me dito, meus movimentos são automáticos e mudá-los está fora de cogitação dentro dessa caixa de interrogações que me faz querer criar mais e mais perguntas. O relógio cria um barulho incessante e irritantemente metódico, que me acusa a cada segundo de perder o controle do tempo que criei e um dia me orgulhei, o mesmo tempo que hoje me faz dar voltas em círculos para procurar o previsível e descobrir que esse dogma, na verdade, é o que nunca aparecerá.
A realidade faz com que nos perdemos em nossos sonhos, a confusão da verdade nos atrai até a imprecisão do irreal, que por um segundo parece tão tangível que nos esquecemos da visão turva que é nossa atual verdade.
Fugimos de um labirinto sem fim, sentimos como se nada fosse capaz de atingir nossa realidade imaginária, mas quando menos esperamos, ela é encontrada pela veracidade.
Veracidade cheia de questões e longe o bastante de respostas céticas, realidade que confunde e cria incertezas, incertezas propriamente explicadas e completamente ilógicas.

                                                                                                                         Camille Carboni."


24 de novembro de 2013

Resultado do Top Comentarista de Outubro

Hey, gente!

Primeiramente, queria pedir desculpas pelo sumiço. Sei que esse post deveria estar aqui no blog há 23 dias, mas a gente tá muito ocupada, e quando eu digo muito é muito mesmo. Vocês sabem: fim de ano, provas, trabalhos, cursos... Tenho tanto livro de parceria que só de olhar pra estante já me sinto culpada, sem contar que agora sou uma beta-reader (que, pra quem não sabe, é uma revisora de fanfics. A beta corrige os erros de português e gramática e torna a fic interativa - expliquei tudo sobre fanfics aqui). Eu sei que o blog não é o mesmo, que a gente não posta como antes, mas eu não vou ficar mais prometendo que vou postar aqui todos os dias, porque eu sei que não irei conseguir, sabe? É muita, muita coisa mesmo, pessoal, mas espero que vocês nos perdoem e continuem aqui conosco. Nós não vamos abandonar o Viciadas em Livros, só terão menos posts por aqui. Além do mais, tem a Rê, a Ana, o Cláudio, a Ca, a Rakel, a Fabi... tantos colaboradores maravilhosos e que estão preparando ótimas surpresas pra vocês! Eu não posso prometer nada pra agora, mas ano que vem eu terei mais tempo de vir aqui, tá? Só aguardem pacientemente e entendam a nossa situação, certo?

Enfim, voltando ao Top Comentarista! No início, muita gente participava, comentava, interagia... mas agora só umas 4 pessoas participam, sendo que abandonam tudo no início ou no meio do caminho. Então, nós decidimos que não vai ter mais Top Comentarista por aqui. Nós vamos planejar umas promoções em conjunto, estamos pensando em algo pro Natal, Ano Novo, e até o carnaval, mas o Top não vai dar mais. Mesmo com o pouco número de participantes, quero agradecer aos que participaram e comentaram aqui - mesmo se foi uma ou duas vezes, de qualquer forma, é muito importante para nós.

Só pra lembrar: o prêmio do Top Comentarista de Outubro é o livro "Veneno", da autora Sarah Pinborough. Vamos conhecer o vencedor (a)?


Parabéns, Lucas! Você ganhou o livro "Veneno". Em breve você estará recebendo-o, ok? Boa leitura!

xoxo
23 de novembro de 2013

Resenha: Procura-se um Marido - Carina Rissi


Título: Procura-se Um Marido
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus (Record)
Páginas: 474 


   “Você precisa é de um bom homem ao seu lado. Alguém que lhe mostre o verdadeiro sentido da vida. Precisa de um marido.”

   Alicia é uma mulher de 24 anos que mais parece uma adolescente; também pudera, fora criada pelo seu avô cuja fortuna era incalculável e sempre a mimou. Ela perdeu os pais quando criança, portanto tudo que tinha na vida era seu avô. No entanto, quando vô Narciso morre, Alicia se vê desamparada e mal sabe que tudo na sua vida mudará completamente.
   Para começar, ela descobre que precisa estar casada por pelo menos um ano para ter direito à herança de seu avô.
   “Se vou ter que me casar pra ter direito à herança do meu avô, pode esquecer. A União pode ficar com tudo. Não tenho namorado, não acredito na instituição do casamento, não vou me casar só porque meu avô quer.”
   Alicia encontra-se num impasse: ao mesmo tempo que precisa trabalhar (seu avô lhe deixara um emprego vitalício na empresa que era dono, a L&L Cosméticos), não quer; mas ela mal sabe que não tem escolha.
   A saída que ela encontra é colocar um anúncio no jornal dizendo que está procurando – alugando –  um marido por um ano. E é a partir desse anúncio que ela conhece Max, seu futuro marido.
   O desenrolar da trama é envolvente: você quer saber loucamente o que vai acontecer com Max e Alicia e por isso devora as páginas com rapidez. No entanto, minhas primeiras impressões sobre Alicia foram repugnantes, mas comecei a adorá-la depois de uma parte.
   É válido lembrar que “Procura-se um Marido” é um Chick-Lit nacional, da Carina Rissi e embora eu não leia muito esse gênero, me apaixonei por Max e Alicia (olha, se Max for da maneira como eu imaginei e da maneira como Carina detalhou, meu Deus, que Maximus! Haha).
   O que podemos perceber durante a leitura é a mudança na personagem principal, visto que Alicia passa de odiada para amada, porque ela aprende a viver, ela tinha tudo: dinheiro, carro, cartão de crédito... Porém na verdade não tinha nada. Quando tudo isso “acabou”, ela teve que aprender a viver com o que havia restado.
   A amizade entre Alicia e sua melhor amiga, Mariana, é linda! Mas o mais lindo é o que acontece entre Max e Alicia – mesmo todos sabendo o que geralmente acontece nos livros de romance... Enfim, né?
   Adorei o livro e recomendo a leitura, principalmente se você ama chick-lits! 

   P.S: Mais uma vez, obrigada Rakel! Sim, foi ela quem me emprestou esse lindo livro. Agora ela é colaboradora do Viciadas também gente!


Quote: 
   “Max era uma incógnita para mim. Às vezes, como naquele momento, me tocava sem que eu precisasse recorrer a subterfúgios. Em outras, dava mais trabalho que cabelo alisado com chapinha em dia de chuva.”





19 de novembro de 2013

Resenha: A Última Frase dos Contos de Fadas - Massimo Gramellini

Olá pessoal. Tudo bem?

Antes de falar sobre o livro, farei uma breve apresentação para que vocês me conheçam um pouquinho. :)

Meu nome é Rakel, tenho 15 anos e moro em Santa Catarina. O que eu mais gosto de fazer no meu tempo livre é ler (livros e fanfics) e assistir filmes e seriados. Um completo vício. Rsrs.
Eu gostaria de agradecer imensamente a Rê e a Isadora pela oportunidade de poder colaborar com o conteúdo do blog. :D

Ok. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.


TÍTULO: A Última Frase dos Contos de Fadas
AUTOR: Massimo Gramellini
PÁGINAS: 237
ANO DE LANÇAMENTO: 2010
EDITORA: Fontanar - Editora Objetiva
Sinopse: A Última Frase dos Contos de Fadas é uma fábula moderna que conta a história de Tomás - um professor que há muito deixou de achar graça na própria vida. Acredita pouco em si próprio, vai levando mal os seus dias e está convencido de que não possui os meios para escapar da apatia em que se encontra. Uma noite, porém, se percebe projetado num lugar desconhecido, o que lhe reacende a curiosidade existente em todo ser humano. Começa assim uma viagem simbólica que, através de uma série de encontros e de provas perigosas, o conduzirá à descoberta do próprio talento e à realização da experiência amorosa.

Resenha:
O livro conta a história de Tomás, um homem que, depois de uma desilusão amorosa, parou de acreditar no amor verdadeiro. Criou, de certa forma, uma "alergia ao amor". Sempre que sentia que o relacionamento começava a criar raízes, Tomás começava a manifestar sintomas alérgicos e acabava terminando a relação.
Mas certo dia, ele é levado à um lugar um tanto que incomum, chamado Spa da Alma. Onde precisa aprender a se conhecer e se respeitar. O lugar em que ele começa a "se enxergar internamente". Foi levado para lá, para conhecer sua alma e superar seu trauma do amor.
O livro tem uma grande abordagem espiritual, fala sobre questões cotidianas e traz para nós ensinamentos, os quais fazem a gente parar para refletir sobre algumas atitudes.
O romance, que seria o ponto central do livro, é manifestado por acreditar na força do amor, conhecer a serenidade que existe em seu espírito para que tenha a capacidade de acreditar em si mesmo e consiga viver em paz o seu "felizes para sempre".

Sabe aquele livro que você compra achando que é uma coisa, mas na verdade, quando começa a ler percebe que é totalmente outra? Bom, pelo menos foi assim que me senti quando terminei de lê-lo.
Não estou dizendo que é ruim, mas simplesmente não era o que eu esperava. Talvez, para mim ele tenha parecido um pouco diferente, porque não tenho o costume de ler livros que abordam esse tipo de assunto, da mesma forma como foi abordado com Massimo Gramellini. 
É um livro que eu recomendaria, mas você não deve esperar fortes emoções vindas da história. Pois acredito que o seu principal objetivo, além do romance, é passar um ensinamento sobre a beleza interior que existe em nós.

Espero que tenham gostado!
Beijos,
Rakel.

13 de novembro de 2013

10 dicas para escrever bem




Minha história com a escrita começou no dia em que ganhei meu primeiro livro, e não sabia expressar minha vontade em aprender cada letrinha impressa nas simples folhas leves em minhas mãos, porque minha maior vontade era, um dia, poder ler o meu nome na capa. Desde então, ir ao colégio sempre era a parte mais legal do dia, e as lágrimas não hesitavam em cair quando já era hora de voltar para casa. Cada aula era um desafio, cada "família" aprendida, uma nova conquista, e esta merecia ser anunciada ao mundo e mais um pouco!
Minha avó ainda deve ter, guardadas em caixas empoeiradas e esquecidas, minhas agendas, ou melhor, cadernos de cópias - porque copiar todas as palavras que brilhavam aos meus olhos era tão divertido quanto assistir Chiquititas! E nessa rotina segui até meus que meus lápis traçassem suas próprias estorinhas rimadas, descrevendo as pequenas coisas que rondavam meu dia.


Mas minha paixão pela escrita admitiu novos patamares quando, em meu aniversário de 10 anos, fui presenteada com uma visita ao Museu da Língua Portuguesa. E como se não bastasse me deliciar com o meu idioma, conheci Clarice Lispector. A exposição temporária fez meus olhos brilharem a cada gavetinha aberta - uma foto da exposição, e o caderninho que recebi como brinde foi o primeiro a abrigar meus textos. Simples e pequenos, eram resultado de horas e horas daquelas férias de Julho de 2007, e nem mesmo os calos inflamados em meu anelar eram motivo o suficiente para me fazer abandonar as gastas canetas, eu já estava contagiada pela magia das palavras.
Desde então, nunca parei de escrever. Crônicas, narrativas, poemas e contos são partes essenciais do meu cotidiano e me apresentaram uma voz que nunca imaginei que teria, mergulhei em um mundo incrivelmente extraordinário, do qual nunca mais sai.
Hoje posso dizer que a maior felicidade da minha vida é receber elogios em relação ao que eu escrevo, um "você escreve muito bem!" É capaz de mudar meu dia e estampar um sorriso mais do que sincero no meu rosto, porque é necessário ter muita dedicação e esforço para escrever bem. Na realidade, não estou completamente satisfeita com a minha escrita, sei que tenho que melhorar em muitos pontos, que ainda cometo erros e nem sempre tenho noção do que está faltando ou sobrando naquele parágrafo, mas cada elogio é mais um incentivo, e eu sei que aqueles calos inflamados em meu anelar, um dia terão valido a pena.
Mas, para que isso realmente aconteça, minha dedicação exige 10 - na realidade oito, pontos indispensáveis, que estão listados aqui:

1. Leia muito. E mesmo que já tenha lido muito, saiba que nunca será o suficiente! Ler te proporciona viagens incríveis, e consequentemente, conhecimento de mundo, o que é essencial para uma boa escrita. Além disso, você amplia seu vocabulário, se acostuma com a gramática correta e bom, suas chances de errar uma palavra ou concordância diminuem consideravelmente.

2. Escreva muito. E mesmo que já tenha escrito muito, saiba que nunca será o suficiente! Todos aqui já escutaram que a prática leva à perfeição, certo? E essa frase se aplica perfeitamente à escrita, porque com o hábito de escrever percebemos nossos erros, dificuldades, facilidades... A cada texto aperfeiçoamos a escrita e, podem acreditar, nos viciamos cada vez mais!

3. Faça da gramática sua melhor amiga. Se você acha suas aulas de gramática tediosas, trate de reverter essa situação agora! A gramática deve ser sua nova melhor amiga, de preferência, deve ser como uma irmã siamesa! Obviamente, a gramática perfeita é (quase) inalcançável, mas precisamos evitar ao máximo erros básicos, que podem fazer com que alguém torça o nariz ao ler nossos textos. Eu ainda cometo equívocos e vocês provavelmente encontrarão alguns neste post, porém, com a leitura e a prática da escrita - os dois itens citados anteriormente, alguns erros vão desaparecendo, por conta do costume mesmo.  Devemos tomar cuidado com rimas inapropriadas, repetições, gírias e abreviações que não condizem com o conteúdo e gênero do texto, o uso da crase, vírgulas, redundâncias, outras figuras de linguagem, pontuação, hipérboles, uso exagerado da voz passiva, etc. Nessa hora tudo é válido: consultar o bom e velho dicionário, forçar a memória e lembrar das aulas de gramática, procurar matérias nos livros e cadernos antigos ou até mesmo recorrer ao Google, o que é bem mais prático, convenhamos!

4. Vocabulário nunca é demais, adote esta frase como filosofia de vida a partir de agora! Não, você não precisa passar todo o seu tempo livre aprendendo novas palavras no dicionário, porque adquirimos vocabulário de uma forma até mesmo natural se utilizarmos as duas primeiras dicas novamente! Ler, por exemplo, seja um livro, fanfic, blogs, revistas ou jornais, sempre acrescentará pelo menos uma nova palavrinha ao nosso estoque de palavras. Outra dica é sempre procurar sinônimos, pois além de evitar alguns erros gramaticais, você amplia seu vocabulário e torna sua escrita muito mais interessante.

5. Escreva. Releia. Corrija. Releia. Corrija. Tempo perdido revisando textos nunca é tempo perdido! Sempre há uma vírgula mal colocada, uma frase sem a coerência que deveria ter, um errinho de concordância que passou batido, um diálogo perdido ou uma cena carente de detalhes importantíssimos.
Escrever e simplesmente postar o texto ou esquecê-lo em uma pasta qualquer do computador NUNCA PODE ACONTECER! Sempre deixamos alguma coisa passar, e também, muitas vezes estamos tão empolgados em escrever aquela cena romântica entre os principais, que esquecemos do resto da estória, por exemplo, ou não lembramos que o enredo não se passa somente na nossa cabeça, ou seja, todos os detalhes da cena-romântica-do-beijo-na-chuva-na-praia precisam estar milimetricamente explícitos, ou os leitores não terão a mesma sensação que você teve ao imaginá-la.
Lembrem-se: revisar um texto é como lapidar um diamante.

6. Opiniões podem não ser sempre gentis, mas sempre são úteis. Quando você se propõe a escrever, você também está se propondo a receber críticas. Positivas ao negativas, elas virão e podem ser mais úteis do que você imagina.
Por exemplo, um comentário sobre o excesso de descrição em uma cena pode te alertar quanto ao excesso de Machadianismo em seus textos, porém, cabe a você entender se este é o jeito que você gosta de escrever, ou se realmente houve uma invasão exagerada de Dom Casmurro no seu texto. Além disso, você também deve pedir opiniões! Sim, exatamente, sabe aquele amigo que é a sinceridade em pessoa? Ele deve ser o escolhido para ler seus textos, porque a opinião dele pode ser crucial para você enxergar o que antes estava invisível para você. Eu sempre peço a opinião da Isa e da minha irmã, porque sei que elas vão me falar a verdade e apontar meus erros.

7. Tente gêneros novos! Eu, por exemplo, adoro escrever crônicas e contos, e estes são exatamente os gêneros que eu evito, porque já sei como escrevê-los e não tenho nenhum tipo de problema. Mas narrações sempre me deixam em dúvida, eu deveria desenvolver mais essa personagem? Essa cena está bem descrita? Há descrição demais? A quantidade de informação implícita está ultrapassando os limites permitidos? Tais dúvidas sempre me atingem enquanto escrevo minha fanfic, a Unwritten, e é justamente pela minha dificuldade em escrever claramente narrações, que me dedico tanto à ela!
Sendo assim, nunca se limite aos gêneros que formam sua zona de conforto, experimente novos!

8. Não force a barra com a sua inspiração. Ela é traiçoeira, só aparece naquela semana de provas finais, bem na hora de estudar a matéria que você mais precisa de nota, e mais, quando você tem todo o tempo do mundo para colocar sua criatividade em palavras, parece que a inspiração sai de fininho e desaparece, você não sabe aonde foi nem quando volta!
Por isso nunca force a inspiração, aproveite o tempo para revisar textos anteriores, pesquisar sobre aquela dúvida quanto ao uso da crase, coisas assim! Garanto que aproveitar o tempo com outras vertentes da escrita é muito mais proveitoso do que tentar, em vão, encontrar a criatividade pelas esquinas do seu cérebro.

9. Escreva muito. E mesmo que já tenha escrito muito, saiba que nunca será o suficiente! Novamente por aqui, esta dica é essencial, indispensável, importantíssima e, como vocês já puderam perceber, está presente em quase todos os outros tópicos.

10. Leia muito. E mesmo que já tenha lido muito, saiba que nunca será o suficiente! A regra aqui é a mesma da dica anterior, porque como eu já citei, a prática leva à perfeição!

Bom, é isso, espero que tenham gostado e que as dicas sejam úteis, beijinhos!



4 de novembro de 2013

O Preço da Leitura

Foto por Melina Souza

Ontem, enquanto estava conversando com a minha irmã sobre livros, ela pediu para eu pegar um livro na biblioteca do meu colégio. Imediatamente já avisei que aquele livro não estava disponível e ela procurou o livro na internet para comprá-lo virtualmente. Assim que abriu o site da Saraiva, se deparou com um livro de  R$ 44.90. Ela reclamou sobre o preço atual dos livros e isso deu uma ideia para post/debate aqui no Viciadas em Livros: o preço da leitura. A cada vez mais, os preços vão aumentando e o interesse das pessoas vai diminuindo. Talvez, se um livro custasse R$ 9.90, mais pessoas se interessariam em lê-lo. A questão é: por que não diminuir o preço dos livros? Tantas pessoas falam que o Brasil tem um índice de leitura baixíssimo, que ninguém mais se interessa em ler e que crianças estão recorrendo aos computadores e video games. Essas pessoas estão generalizando o interesse das crianças e jovens, visto que muitas pessoas que gostam de computadores também adoram os livros. Por favor, não confundam uma coisa com a outra. Tantas pessoas falam que há coisas horríveis por aí na internet, e, de fato, há coisas não muito educativas por aqui. Mas quem disse que uma pessoa não pode aprender coisas incríveis pela internet? Eu mesma tive interesse pela leitura através disso tudo. Meu interesse começou quando estava no Google e o anúncio de um livro apareceu. Aquele livro era tão bonito e tão interessante que imediatamente peguei uma folha de papel e anotei para convencer minha mãe a comprá-lo: era nada mais, nada menos que "A Vida Na Porta da Geladeira", de Alice Kuipers. Eu nunca tinha visto nada parecido antes e, quando fui mostrar para minha mãe, ela apenas assentiu e voltou ao fazer o que estava fazendo. Vejamos, isso foi em 2010; várias cenas como essa se repetiram. Era sempre a mesma coisa: eu estava lá, seguindo minha mãe e falando que preferia livros a roupas. Afinal, eu iria aprender muito mais lendo um livro do que vestindo um pedaço de seda. Ela sempre negava, dizendo que esse não era o tipo de interesse que eu deveria adquirir naquela idade e que, se eu quisesse, poderia comprar quantos vestidos quisesse naquela tarde. Agora fica a questão: onde está o incentivo literário? Meu pai, por exemplo, me proibe de comprar livros. Ele diz que é apenas um pedaço de papel que será lido uma vez na vida e abandonado na estante, deixando acumular poeira. Mas um livro, ao contrário do que ele pensa, pode ser algo muito mais útil e interessante do que uma lata de coca-cola ou um pedaço de pastel, que é o que ele quer que eu gaste com meu dinheiro. É claro, alimentação e roupas também são coisas importantes. Mas pense no que um livro pode te proporcionar. Pense naquele livro que é o seu preferido, que te proporcionou todo tipo de sensação durante a leitura e que você poderia reler 1 milhão de vezes. Agora me diga: o que é uma lata de Coca-Cola perto daquele livro? Você trocaria alguns minutos tomando uma bebida que nem é tão boa assim por várias horas ou dias lendo um livro tão perfeito que faz você pensar nele mesmo depois de anos? Acho que não, certo?

Aprenda: livros não são simples "pedaços de papél", como muita gente os intitula. Eles podem até dar vida, cor e alegria ao seu dia e serão, em breve, o futuro motivo de seus sorrisos.

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Gente, como vocês podem ver, esse é um post bem diferente por aqui. Eu o fiz para servir como uma espécie de debate, então vocês podem expor suas opiniões sobre o assunto nos comentários. No texto, eu falei sobre o preço dos livros e o incentivo dos pais e educadores. Também não quero generalizar, sei que há pais maravilhosos por aí que apoiam e muito o hábito de leitura. Só tive a intenção de falar um pouco sobre como os meus lidam com isso tudo e fazer com que vocês se identifiquem, caso alguém por aqui tenha um pai/mãe que vê os livros da mesma forma.

xoxo ♥