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30 de setembro de 2013

Coluna do Escritor #7: E Aí, Eu Te Vi - Alessandra Santarosa

{A "Coluna do Escritor" é uma coluna onde divulgamos o trabalho de escritores nacionais. Se você escreve textos/crônicas, pode mandar pra gente através da aba Contato do blog ou pelo e-mail (viciadas-em-livros@hotmail.com). Se gostarmos do seu texto, ele será publicado no Viciadas em Livros juntamente com o seu blog (se tiver) e redes sociais. Saiba como enviar a sua crônica aqui.}

É isso mesmo, gente! Podem comemorar, porque a Alê Santarosa mandou mais um texto pra gente! HAHAHAH Ok, eu já comentei nos outros posts da coluna que sou super fã dos textos da Alê, né? Sou simplesmente apaixonada por eles! E depois que eu comecei a ler as fics dela fiquei ainda mais animada pra ler e resenhar elas pra vocês! Pra quem não viu o post em que resenho a fic dela, December 17th, vou repetir a notícia agora: vou começar a resenhar fics pra vocês e estou lendo algumas tão legais que eu estou super empolgada pra mostrar essas maravilhosas histórias a outros leitores ♥

Mas antes de mostrar pra vocês o maravilhosos texto que a Alê escreveu, vou dar alguns avisos já que esqueci de fazer isso no post anterior: 1) Eu não abandonei o Trecho de Terça, tá? Eu sei que não posto ele há muitas semanas e faço questão de dar uma justificativa: eu estou lendo o mesmo livro há semanas, gente! E não, não encontrei nenhum trecho de certa forma "especial" pra postar pra vocês. Isso me irrita, porque eu estou com mais de 10 livros aqui pra ler, e acho uma injustiça fazer com que Meg Cabot e Sophie Kinsella esperem mais de 1 mês, tsc tsc. 2) Sim, sim, vai sair MESMO uma entrevista com a Alê na semana que vem! Segurem-se, porque terão muuuuitas perguntas, principalmente sobre as fics dela! Já estou com algumas perguntas em mente, mas vocês só irão saber quais são elas quando publicar a entrevista aqui, sinto muito!

Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa: o texto!

•••

E aí, eu te vi


"Piadas intercaladas, conversa fiada e palavras trocadas. Risadas ecoavam pela ruela e braços se erguiam alto o suficiente para pedir mudanças imediatas. Uma combinação esplendorosa de cores e uma diversificação inimaginável de vozes e tons e gritos de guerra. Os pés já estavam doendo e as costas pediam arrego depois de horas de uma pacífica guerra civil. Estômagos roncavam dentro de cinco corpos e dez pegadas de cada vez rumavam por ai, em busca de um encerramento. Eu? Eu não tinha nada na cabeça, além de conclusões infames sobre a noite que passara e protestos sobre o que protestaram.
Era pra ser um dia importante. Para uma nação, não para mim. Era pra ser um dia que seria marcado para o futuro. Da nação, não o meu. Era pra ser um simples dia. Forte, puro, colorido e marcado na memória. Um dia que daria pra lembrar e tirar boas memórias junto com as amizades para mostrar aos que viriam.
E aí eu te vi. Eu te vi e admito que não foi esperado. Não foi programado. Foi simplesmente… Assustador. Foi bizarro e foi engraçado. E por mais que eu tente me lembrar, não consigo recordar exatamente o que eu senti. Não lembro se meu estomago embrulhou ou se meu coração parou. Não lembro se tive falta de ar ou se eu pensei em dar meia volta e fugir. Só lembro que milhões de coisas vieram à minha mente e eu só consegui dar uma ajeitadinha no cabelo, como se aquilo resolvesse o ninho de passarinhos que ele tinha virado. As pessoas sempre dizem, e eu sempre digo, que você só vai encontrar quem quer encontrar quando não quiser encontrar mais. Não é que eu não queria te encontrar, mas eu já tinha me conformado que ver você de novo era coisa para outra vida.
Pensei por tantas noites e tantos dias, por tantos meses e anos como seria te rever. E o destino no qual eu já tinha desacreditado fez acontecer ali, naquela esquina escura daquela noite que tinha sido tudo menos normal. Eu tinha o rosto pintado pelas marcas de uma revolução e trazia nos braços uma súplica por mudanças. E entre cem mil pessoas, o mais engraçado foi ter te feito o responsável pela maior mudança que aquele dia teve para mim. Não foi como eu tinha pensado que seria. Não teve fulgor. Não teve paixão. Não teve paz, não teve vontade de chorar. Teve uma aproximação repentina, um grito de um conhecido e a presença de vários estranhos que ali, nada significavam. Vinte de junho deixou de ser verde e amarelo, cheio de amor à pátria e vontade de gritar, para se tornar uma coisa insossa, rápida, estranha e desconfortável.
Teve dois meros conhecidos se revendo. Teve mais educação do que a vontade de gritar tudo o que estava entalado. Teve o carma intervindo para fazer o pior momento se tornar O momento. Teve segundos de algo que poderia ser facilmente esquecido. Teve um abraço que não representou direito a saudade e um olhar que não mostrou suficientemente a tristeza que estava ali. Teve nada. Teve o que teve. E o que teve? Teve o seu cheiro que fez questão de impregnar minha memória e demorar para sair. Teve um olhar constrangido e um sorriso abafado. Teve uma piadinha boba lá no fundo, e olhares curiosos. Teve um papo curto e uma despedida mal feita. Teve uma rápida olhada e teve a falta de atenção aos detalhes que eu tanto queria ter recordado. Teve um monte de sentimentos meramente implícitos. 
Aí de repente, me dei conta que estava tudo o mesmo. Quase nada tinha mudado mesmo que tudo tivesse mudado.
Só o sorriso. O sorriso estava diferente do meu sorriso. Era um sorriso simples demais. Um sorriso que falava mais do que sorria. Um sorriso sem graça – mas não sem graça de sem graça, mas sem graça de envergonhado. Um sorriso que falava absurdos pedia desculpas e se perguntava “como viemos parar aqui?”, “por que logo aqui e logo agora?” e gritava “por que você sumiu?” “o que foi que realmente tivemos?”. E a resposta foi: nada. Foi nada porque não tinha mais nada para dizer. Não tinha como entender. Era destino? Porque coincidência não era. Era Deus? Porque a ciência não fora responsável por isso. Foi difícil entender como um utópico momento de reencontro nem mesmo fez minhas pernas tremerem. Foi a adrenalina? Foi anestésico demais para isso acontecer?  Ou será que elas tremeram? Será que ar faltou e eu não percebi? Parece que um dia que era pra marcar e ser colorido tornou-se um borrão na minha cabeça e vai para sempre ser uma incógnita impossível de desvendar se o outro lado não me der um valor real.
 Só consigo me lembrar daquele sorriso. Só consigo discutir com minha consciência. Só consigo gritar comigo mesma para tentar me impedir de cometer o mesmo erro novamente. E depois de tanto gritar, acho que só consigo rebobinar as imagens e concluir que o que foi, já foi. E não acredito que tenha mais algo para ser. De alguma forma, entre cem mil pessoas, você apareceu. E de alguma forma, te rever fez o que eu queria fazer há muito tempo: fazer você desaparecer. Esmaecer lá no meio. Lentamente. Da mesma forma que uma multidão caminha rumo ao seu destino final. Até que se dispersa e acaba de vez."
Alessandra Santarosa

 Ah, e se vocês quiserem conhecer melhor a Alê, aqui vão algumas redes sociais dela:
 Twitter | Blog | Wattpad

Quem já passou pela Coluna do Escritor: Camille Carboni e Marcella Ribeiro

Leia os outros textos da autora publicados na Coluna do Escritor clicando aqui. Não deixe também de ler suas fanfics e participar do grupo delas no Facebook.

Então é isso, pessoal! Até o próximo post. xx ♥



29 de setembro de 2013

Resenha: December 17th - Alessandra Santarosa

Oi, gente!

Eu sei que já falei mil vezes por aqui que vou voltar a postar e sempre fico enrolando, mas agora é sério, tá? Hahahaha. Vou pedir desculpa mais uma vez, sei que o blog nunca ficou tão desatualizado como está ficando agora, mas peço que não se preocupem, eu não vou abandonar o blog por causa de The Lonely Days Are Over (que, pra quem não sabe, é a minha nova fanfic - clique aqui para saber mais!)

Enfim, desde que eu entrei para o "maravilhoso mundo das fanfics" e comecei a escrever a minha própria fic, procurei ler outras também e decidi que começaria a ler as fics da Alessandra Santarosa. Isso mesmo, a Alê que já passou pela Coluna do Escritor duas vezes e que vai passar mais uma! (Nessa semana ela mandou mais um texto pra gente e ele sairá em breve aqui no Viciadas). Como eu amo esse clima de dezembro, natal e neve, decidi começar a ler "December 17th" e eu gostei taaaaanto da fanfic que vim aqui resenhar pra vocês!  Eu pretendo fazer várias resenhas das fanfics da Alê aqui, inclusive, semana que vem vai sair mais uma resenha e uma entrevista com ela! Será a semana Santarosa, digamos, hahaha.

Bom, agora chega de enrolação e vamos ao que interessa: a resenha!

P.S: A fanfic é interativa, ou seja, você faz parte da história. Antes de iniciar a leitura, você responde a algumas perguntas feitas pelo autor, como o seu nome, sobrenome, nome da sua melhor amiga, apelido dela, enfim. Os nomes inseridos ali serão colocados na fic e você e algumas pessoas importantes na sua vida serão protagonistas dessa história. No entanto, eu resolvi usar os nomes originais na resenha porque preferi me referir aos personagens dessa maneira. Espero que não tenha problema :)
•••

Título: December 17th
Fandom: Outros
Descrição: Dezembro pode acabar se tornando um mês frio e triste em Nova York se quem você ama não está por perto para fazer o fim de ano valer a pena. E é isso que acontece com ele quando sua melhor amiga parte antes que eles possam resolver seus sentimentos um pelo outro - que já andavam complicados há um bom tempo. Durante um mês, amizades incríveis e cheias de vida que poderiam durar para sempre começam a correr riscos quando a mentira e a culpa tomam conta e memórias negras voltam para mostrar como a dor pode ser traiçoeira. Para derrubar a parede que criou em volta de si a fim de evitar que a realidade invadisse seu espaço, ele vai ter que lutar contra o remorso e a responsabilidade dos seus atos para descobrir o que realmente sente e fazer a coisa certa com todos ao seu redor - isso se não for tarde demais para ela. 
Gênero:
 Comédia Romântica e Drama.
Classificação: 10 anos (Contém linguagem vulgar)
Status: Finalizada
Trilha sonora: Youtube | 8Tracks 
Também disponível em:  AllTimeFics | FanficHunters

Minha opinião: Você está na festa de uma garota que odeia. Você está bêbada e, consequentemente, não tem tanta consciência assim dos seus atos. O seu melhor amigo está se afastando de você por nenhum motivo aparente. Vocês começam a brigar na festa. Ele puxa o seu braço, você tenta a todo custo soltá-lo e, quando o faz, acaba caindo das escadas. O que poderia acontecer na sua vida depois desse ato?

Vocês - Alyson e Chad, no caso - fazem parte de um grupo de amigos que simplesmente não aceitam a forma como tudo aconteceu. Certo, o seu melhor amigo está agindo como um irresponsável, bebendo três vezes mais do que bebia antes, te ignorando e fazendo de tudo para ficar longe de você. Mas, quando a sua vida está em jogo, ele poderia agir da mesma forma?

Seus amigos achavam que não. Vocês se conhecem há tanto tempo, estava claro que ele iria te dar o maior apoio nesse momento, certo? Afinal, eles não sabiam que aquela briga com ele acabou influenciando no acidente. Eles achavam que você simplesmente tinha tropeçado em algo e caído. Os que sabiam de tudo, então, guardavam segredo. 

Chad fica tão culpado com aquilo tudo que passa os seus dias em casa, sozinho, só pensando no que aconteceu. Na escola? Ele se senta sozinho, já que seus amigos não aprovam nem um pouco o fato de ele não ir visitar a amiga. O que eles não sabiam é que, depois de um tempo, Chad passa a fazer visitas noturnas a Alyson, que ainda não havia acordado.

Um ponto positivo na fic é que, além de ela te fazer rir muito em algumas cenas, também traz ao leitor uma mensagem muito importante: fale o que você sente antes que seja tarde demais. O remorso pode tomar conta de você quando você menos esperar e garanto que o remorso é o pior sentimento que alguém pode ter.

A história toda é voltada a esse acontecimento que ocorreu no dia 17 de dezembro - sim, agora vocês sabem porque o nome da fic é December 17th! Todos os acontecimentos da trama são influenciados pelo que aconteceu naquela festa, no dia 17 de dezembro. De uma forma estranha, tudo o que ocorreu naquela festa uniu mais ainda Chad e Aly. Ele sempre foi o porto seguro dela, sempre a protegia e a ajudava, desde algum problema na escola até a morte de seu pai. Chad acabou não só sendo um grande amigo para Aly, como também a pessoa por quem ela estava apaixonada.

Um defeito da fic? A cada capítulo você tem ainda mais vontade de aquela não ser apenas uma história. Tudo bem, tudo bem, ninguém deseja cair das escadas em alguma festa, e eu sei que, como a fic é interativa, o próprio leitor faz parte da história. Mas, quando você termina de ler December 17th, você fica tipo: "Poxa, o que eu vou fazer agora? A fic acabou e eu quero viver mais disso! Quero mais Chad na minha vida, por favor!!!". Você fica com muita vontade de viver aquilo de verdade, pelo menos, foi isso o que aconteceu comigo. Eu só queria que tudo fosse além de um script e que eu pudesse viver uma vida tão divertida como essa (tirando a parte das escadas, porque aquilo não foi nada legal, haha).

 Sobre os personagens: nem preciso falar que o Chad é o meu preferido, né? Gente, o Chad entrou na minha listinha de personagens que eu gostaria de ganhar de presente de Natal, hahaha. Ele é tão atencioso e gentil que te faz arrancar suspiros uma vez ou outra, é o garoto que toda menina gostaria de conhecer, tenho certeza! Quase todos os outros personagens fazem parte do grupo de amigos e a minha outra personagem é preferida é a Melany, que, na minha opinião, é a mais compreensível e fofa!

December 17th é uma daquelas fics perfeitas pra reler sempre. Quando você já está no final e de repente se depara com aquele espaço branco e nota que acabou, você se sente tão incompleta. É como: "Poxa, então acabou? É isso mesmo? Não vou ter mais? Vou ter que adeus ao Chad?". Sim, eu sei que parece bobo, mas foi exatamente isso que eu pensei quando terminei de ler! A fanfic te desperta tantos sentimentos e é engraçado a forma como você quer chorar num momento e rir em outro em um período tão curto. Eu, com toda certeza, indico December 17th pra mãe, vó, pai, filha, amiga, prima, sobrinha, cachorro, enfim. Até pessoas com um coração de pedra vão se emocionar com essa linda história de amor ♥

(Final nem ficou clichê, né? HAHAHA)

Classificação: 

Guia de livros para a temporada #02



Olá, pessoal, como vão? Como prometido – e até adiantado – trago-lhes depois de dois meses mais um guia de temporada! Está bem "recheado" e emocionante, não esqueçam de deixar um comentário indicando os próximos livros :) Vamos lá... 

 1º Lugar da Lista dos Mais Vendidos: (Cidades de Papel – John Green): Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

Ficção: (Paralelos – Leonardo Alkmin): Em um terrível acidente rodoviário, Alexandre morre, mas seu irmão gêmeo Vítor, surpreendentemente, sobrevive. No entanto, ao despertar numa dimensão paralela, autossuficiente e resguardada por instâncias elementares, como o Horizonte de Energia, o Conselho, Deus e os anjos, Alexandre descobre que deveria ter sido salvo e Vítor morrido, equívoco que coloca em risco rodo o funcionamento do cosmos. Embora em dimensões diferentes, os gêmeos precisarão lutar para restaurar o equilíbrio do Universo. Uma aventura fantástica, surpreendente e rica em seus detalhes mais sutis, que arrebata o leitor com todas as suas surpresas e revelações a cada capítulo, além de conquistá-lo com seus personagens ora cativantes, ora assustadores, porém sempre muito interessantes e bem construídos.
O autor desse livro é um brasileiro! Estou apenas no início do livro em não consigo largar! Logo mais resenha. 

Não Ficção: (Stephen King - Coração assombrado - Lisa Rogak): A biografia de um dos autores mais populares no mundo contemporâneo. Stephen King tornou-se parte da história da cultura pop, com mais de 300 milhões de livros vendidos e mais de 50 prêmios por suas obras. Seus romances best-sellers têm capturado a imaginação de milhões de leitores mundo afora. Mas quem é o homem por trás dessas histórias de horror e tristeza e do sobrenatural? De onde nascem suas ideias? E o que o leva a continuar a escrever em um ritmo alucinante, após uma carreira de quase quatro décadas? Lisa Rogak nos conduz ao universo peculiar de Stephen King. Sua infância, seus medos, sua determinação, o primeiro contato com a escrita, as agruras da adolescência, as dificuldades de um ícone e o lado do pai de família, o músico, o fã de beisebol e o amigo generoso. Apesar de seu trabalho escuro, perturbador, mas de extrema força emocional, King tornou-se reverenciado por críticos e seus milhões de fãs mundo afora como uma voz de todos os americanos mais parecido com Mark Twain e HP Lovecraft. Stephen King – A Biografia – Coração Assombrado narra sua história, revelando o caráter de um homem que criou algumas das mais memoráveis – e assustadoras – histórias da literatura contemporânea.

Autores Brasileiros – (Azar o seu! – Carol Sabar): Parada num engarrafamento no Rio de Janeiro, Bia está pensando em sua vida azarada. O motorista do carro ao lado, tenta se comunicar com ela, mas Bia não o reconhece. Então, ele sai do carro, mas não tem tempo de se explicar, pois começa um violento tiroteio e eles se jogam lado a lado no asfalto. Certa de que está prestes a morrer, Bia entra em desespero e se prepara para dizer suas últimas palavras, na esperança de que o suposto desconhecido possa levar um recado a Guga, seu amor da adolescência, sem perceber que é ele próprio que está ali, ouvindo a inesperada declaração de amor! Os dois escapam juntos do tiroteio e, a partir daí, começam a se envolver, dia após dia. Guga, sem coragem de assumir sua verdadeira identidade, e Bia, feliz consigo mesma por finalmente estar se apaixonando por alguém que não é Guga. Nunca uma maré de azar foi tão engraçada!

(Adeus à Humanidade – Marcia Rubim): Uma paixão acendendo após mais de um século de escuridão. Uma doença atual apagando a luz de uma vida. Somente sua mordida poderia curá-la. Apenas seu tipo sanguíneo seria capaz de matá-lo. Como um amor tão improvável sobreviveria? Do que você seria capaz de abdicar para salvar e vivenciar, mesmo que por pouco tempo, um amor jamais sentido antes? Da cura de milhares de humanos? Da própria vida? Stephanie tinha todos os motivos do mundo para não acreditar em seres míticos ou na felicidade, mas vai descobrir que estava totalmente enganada. Sua alma-gêmea existe! O problema é que a linha do tempo que a separa do amor eterno é muito tênue. E somente um milagre possa uni-los novamente.





Indicação do público: (O oceano no fim do caminho - Neil Gaiman) Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

Obrigado pelo tempo de vocês :) Beijos, Ana!



23 de setembro de 2013

Resenha: O Diário de Suzana para Nicolas

Nicolas, Suzana e Matt: para sempre um.




Título do Livro: O diário de Suzana para Nicolas
Autor: James Patterson
Número de páginas: 224

   “O Diário de Suzana para Nicolas” sem dúvidas é um dos livros mais tocantes que já li nos últimos dias. É uma história de vida, linda por sinal; é emocionante demais e realmente bastante reflexiva.
   Suzana Bedford é uma médica de 35 anos que após ter um ataque cardíaco decide se mudar para a Ilha de Martha’s Vineyard para cuidar melhor de sua saúde.
   "... Saí de Boston. Deixei para trás todos os compromissos que estavam me matando. E me mudei para o único lugar do mundo em que sempre fui feliz, fui para lá a fim de curar meu coração.
   Eu vinha dando voltas e mais voltas sem chegar a lugar algum, vivia no limite. Alguma coisa em minha vida acabaria não aguentando essa rotina. Infelizmente, foi meu coração.”
   Naquela Ilha ela passou momentos maravilhosos com seus avós durante os verões, quando era criança, por isso decidira morar lá. Reencontrou Matt Wolfe, o seu primeiro namorado; contratou um “faz tudo” e principalmente pintor para consertar sua casa – que, coincidentemente chamava-se Matt. Mattew Harrison. E é a partir dele que o livro começa a fazer sentido.
   Quando começamos a ler o livro, nos deparamos com a história de Katie – ex namorada de Matt. Ele terminou com ela e deixou um diário intitulado “O Diário de Suzana para Nicolas” e embora Kate não entendesse o por quê do rompimento, decide ler o diário.


   O autor relata a vida de Suzana, que decidiu escrever um diário para seu filho Nicolas logo que ele nasceu, mas lá ela conta a história da sua vida a partir do dia que teve o ataque cardíaco em Boston. Os capítulos são curtinhos e são extremamente tocantes.
   Matt Harrison é o homem por quem Suzana se apaixona. O homem por quem Katie se apaixonaria; o homem que fazia poemas, tal como o título de seu livro, Canções de um pintor de Casas, que ela mesma ajudara a lançar. O homem que foi machucado pela vida desde seus 8 anos.
   Suzana e Matt tem momentos maravilhosos juntos, e tem Nicolas, o menininho perfeito. São lindas as passagens que Suzana escreve para Nicolas. Mas o coração de Suzana ainda está frágil, ela não sabe o que vai acontecer. No diário ela escreve coisas sobre Nicolas e para ele, descreve seus sentimentos, angústias.
   “Vamos fazer um acordo, está bem, menininho? Todas as vezes que eu fizer você sorrir, teremos mais um ano juntos. Um ano inteiro para cada sorriso. Isso se chama pensamento mágico, Nicky. Só pelo que você sorriu no passeio de hoje, já teremos pelo menos uma dúzia a mais de anos juntos.”


   O que aprendi com o livro? Seria injusto da minha parte dizer que não aprendi nada. Muito pelo contrário, acredito que foi o livro que eu mais tirei lições práticas para a minha vida. É uma história muito triste e eu adorei Suzana, a maneira como ela escreve para Nicolas; acabei meio enciumada em relação à Katie e não gostei tanto dela. Mas o que Matt deixou para ela foi simplesmente lindo, como se fosse um pequeno guia para a vida dela, e, consequentemente, para a nossa também.
   No livro o autor escreve a Lição das cinco bolas, que é mais ou menos assim: existem cinco bolas, são elas trabalho, família, saúde, amigos e integridade. Você está fazendo malabarismo com elas e as mantém todas no ar. Aí, você percebe que o trabalho é uma bola de borracha, ou seja, se você a deixar cair, ela voltará. E então se dá conta de que todas as outras – família, integridade, amigos e saúde -, são feitas de vidro. Se você deixar cair, elas quebram, ou se arranham, ou ficam lascadas.
   “Matt era uma bola de vidro. Ele estava arranhado, marcado, trincado, mas talvez não estivesse estilhaçado. Ou talvez estivesse.“
   Deu para perceber o quanto eu amei esse livro, não é mesmo? Se você tiver alguma duvida quanto ler ou não esse livro, por favor, não perca a oportunidade de lê-lo. É incrível, realmente uma lição de vida. 


Classificação:
17 de setembro de 2013

RESENHA DO LIVRO O ROSTO QUE PRECEDE O SONHO – MAURÍCIO GOMYDE



Maurício Gomyde é, certamente, um dos autores nacionais mais bem sucedidos e originais em suas histórias – e também muito querido. Existe em seus livros aquilo que os leitores chamam de uma particular idéia fixa para se criar mundo aberto, onde várias emoções e sentimentos comuns e familiares sobrevoam e permeia o imaginário humano; é assim que sua fórmula literária garante um espaço importante no mercado e conquista leitores apaixonados por enredos cativantes. Maurício – o Nicholas Sparks brasileiro – sabe o que é conquistar público por onde ele passa, sendo marcante a sua passagem por inúmeras eventos. 

Em O Rosto que Precede o Sonho (Editora Porto 71), o autor explora uma condição de vida, sonho e realização, mergulhando todas as ações de seus personagens às mudanças e frustrações que acontecem a todo o instante e tornam o nosso cotidiano desequilibrado e cheio de insucessos. Acontece que alguns acontecimentos – que fogem do controle e da regra prática do destino – surgem para trazer de volta perspectivas abandonadas, seja pela inércia do próprio personagem ou pela capacidade de anular uma existência. Dessa maneira, nasce a idealização do livro, que comenta minuciosamente a existência de uma série de sinais que explicam a lógica e ordem da vida. E, a principio, são os sinais que o personagem central – Tomas Ventura – se apossa para conservar a concentração que dá à história todos os seus principais aspectos e dimensões. Tomas é um homem que busca a realização de seus sonhos, que arrisca quando decide as suas escolhas, inteligente, e que, buscando entender o significado dos sinais que o atormentam, encontra alguém que faz tudo ganhar uma nova abordagem – Aurora. Esta, por sua própria personalidade, faz com que Tomas se sinta infinitamente tocado por uma experiência de companheirismo, carinho e amor incondicional. E é a partir dessas experiências que o livro começa a dar ao leitor uma repentina de idéia de identificação. 

A linguagem utilizada pelo autor é um recurso valioso que aproxima o leitor da história dos nossos personagens. Em si, as palavras do escritor Maurício Gomyde têm peso, são dignas de serem lembradas e, na medida do possível, repetida em gestos. A linguagem é simples, deliciosa e entretém como poucos livros conseguem. Outro recurso muito bom é a diagramação das páginas e a arte da capa, que não abusa do exagero, mas que alinha a idéia do romance. O Rosto que Precede o Sonho é um livro que entrega um amor convincente, sem ser demasiadamente pretensioso, tocante, coeso e interessante. É um livro que define a vida e a maneira como a concebemos. É um livro para nunca mais ser esquecido, porque emociona de verdade e arranca lágrimas.

Maurício Gomyde entregou um livro sutil e verdadeiro e, com isso, ainda soube investir em referências de cultura pop (o que achei um destaque à parte), ganhando a admiração e o respeito de seus leitores. 

  
QUOTE DO LIVRO:

“ Então, quem sabe um dia. Esse “um dia” pode ser tarde demais... Não existe a palavra “tarde” quando algo tem de acontecer. Se for pra acontecer, pode acreditar que vai.”

DIVULGAÇÃO DE ARTE E LITERATURA - DIEGO MEDEIROS

Olá, visitantes do Blog Viciadas em Livros. Tudo bem com vocês?


Hoje - como não poderia ser nem um pouco diferente -, vou abrir mão das resenhas de livros nacionais e, em função disso, apresentar um autor genuinamente brasileiro, que além de abrilhantar a imaginação do leitor com enredos magicamente fantásticos, ainda foi agraciado com o dom de esboçar uma arte tão original, única e bastante interessante. Diego Medeiros foi um desses autores com quem tive contato e, a princípio, eu havia ficado impressionado com as ideias que ele imprimia em seus livros e desenhos. De repente, senti tanta curiosidade - uma curiosidade tão forte - e resolvi tomar a iniciativa de convidá-lo para expor um pouco do seu trabalho para vocês, o que para mim, em especial, é uma grande honra.

 Tive, também, o prazer de receber do mesmo um dos seus livros e, após uma leitura que se mostrou interessantíssima, achei que seria maravilhoso deixar um pouco do trabalho desse autor incrível e as minhas principais impressões acerca da temática apresentada. É uma história coerente, bem sucedida de maneira como foi proposta, que usa elementos brasileiros e folclóricos através de um texto infinitamente humorado, carismático e sutil. Diego Medeiros cativa com o seu talento pessoal e se mostra um escritor que não se prende a nenhuma proposta familiar, mas dela se afasta para criar mundos misteriosos e bem planejados.


Sinopse de "A Caçada do Imortal"

 

Em dezembro de 2012, um grupo de mercenários atuando no continente africano, invadem um templo e, propositalmente, despertam uma criatura poderosa. Tão poderosa que, a energia liberada pelo seu despertar desestabilizou as placas tectônicas e causou uma catástrofe global chamada mais tarde de "Grande Hecatombe de 2012". Muito parecido com que os maias haviam previsto, uma tragédia que quase eliminou toda a vida na Terra, deixando um saldo de dois bilhões de mortos e a economia mundial totalmente em colapso...

Décadas depois, em 2047, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, Brasil, encontramos duas personagens distintas. Milena, uma jovem de dezoito anos, promove uma festa de formatura para sua turma de formandos no ensino médio. Mas o que era para ser comemoração acaba em tragédia, com seus pais e amigos massacrados por criaturas sedentas por sangue. Ela porém, ao ser atacada, revela poderes por ela mesma desconhecidos, transformando-se em um lobisomem, uma fera mortal e incontrolável. Resgatada pela misteriosa Raquel e pelo sábio professor Medeiros, ela é acolhida em uma fazenda escondida no Parque de Ibitipoca, comandada pelo velho mestre Kurokami, onde descobre que seus poderes vieram de sua própria mãe Helena, desaparecida há vários anos. Cabe a ela treinar para controlar seus poderes e ter a oportunidade de encontrar sua mãe e vingar sua família e amigos.

Paralelamente temos a orgulhosa Capitu. Nascida no final do século XIX, foi transformada em vampira ainda jovem forçadamente, mas nunca se conformou com sua condição e dedicou sua imortalidade a caçar seus semelhantes. Após descobrir uma maneira de matar e ao mesmo tempo absorver seus poderes, ela se tornou uma ameaça para todos os vampiros. Até que, enfrentando um inimigo poderoso, Capitu misteriosamente volta a ser humana. Agradecida a Deus pela dádiva, Capitu faz um juramento de, ao lado de sua amiga e assistente Tamires, continuar a caçar e exterminar todos os vampiros do mundo.

O caminhos das duas se unem quando uma velha amiga de Milena é raptada, aparentemente por um vampiro poderoso. Enquanto a lobisomem busca justiça, Capitu parte em mais uma caçada em busca de vingança e glória.





Sinopse de "O Arco do Vento Cortante"



No segundo volume da saga "Luz da Lua", vemos que Milena foi incapaz de salvar a própria amiga, apesar de seus novos e surpreendentes poderes. Isso causou nela um golpe devastador em sua auto-estima, e ela duvida que seja capaz de superar, cabendo a polêmica Juliana ajudá-la a sair da fossa e focar em um novo objetivo, uma nova busca. Mas mal sabe Milena que sua mãe, desaparecida há 11 anos, está retornando com revelações bombásticas sobre seu passado e sua origem.

Por outro lado, Capitu, agora com novos poderes para superar suas limitações, continua desafiando a morte cara a cara e pisa no calo dos vampiros mais poderosos do país, podendo passar de caçadora à caça. Mas ela receberá uma ajuda inesperada e que tem a ver com o motivo dela ter superado a morte, deixando de ser vampira e voltando a ser humana, algo inédito e, até então, impossível.

E Rudolph, ainda na vida de lobo solitário, envolve-se cada vez mais com a sedutora Stephanie, sem saber que ela na verdade poderá ser a causa dos maiores problemas e desafios pelos quais ele jamais irá passar.

Paralelo à isso tudo, uma grande conspiração global, querendo se aproveitar da guerra que devasta o oriente, poderá ser o primeiro ato da última peça encenada pela humanidade!